
Segundo o governador, o planejamento definido a partir das promessas feitas à população segue como eixo central da administração estadual. Ao todo, foram 178 compromissos assumidos em áreas como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico, dos quais mais de 160 já foram concluídos até o fim de 2025.
“Nós reafirmamos essa posição de que o planejamento que nós fizemos a partir dos compromissos assumidos no debate público eleitoral junto à população é a regra que guia toda a nossa administração. Isso se reflete nos números. Foram 178 compromissos assumidos nas mais diversas áreas e nós chegamos ao final de 2025, portanto três anos dos quatro anos do mandato, com mais de 160 desses compromissos já concluídos”, afirmou.
Rafael Fonteles explicou que o balanço detalhado será apresentado oficialmente na mensagem anual encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado, prevista para o início de fevereiro. “A Secretaria de Planejamento, que cuida desse monitoramento, vai exibir na mensagem anual que entregamos ao Poder Legislativo esse balanço completo, para que os parlamentares, representantes do povo, e a população em geral tenham conhecimento do detalhamento dos compromissos cumpridos. Para nós isso é muito importante, porque valorizamos o planejamento, os compromissos e a palavra dada”, destacou.
Durante a entrevista, o governador também projetou metas que devem ser finalizadas até o último ano de mandato. Entre elas está a nomeação de quatro mil novos profissionais para as forças de segurança pública. De acordo com ele, mais de três mil nomeações já foram realizadas e a meta deverá ser alcançada com a continuidade dos concursos. “Uma das metas é a nomeação de 4 mil novos homens e mulheres para as forças de segurança. Já ultrapassamos 3 mil nomeações e, com os novos concursos, essa meta será atingida. Segurança pública é um tema prioritário para o povo e, portanto, é prioridade do nosso governo”, pontuou.
Outra meta citada foi a geração de 80 mil novas oportunidades de trabalho no estado. Rafael Fonteles afirmou que o governo atua como indutor da economia, criando condições para o crescimento do setor produtivo. “Nós ousamos colocar uma meta que não depende apenas do governo, porque os empregos são gerados pelo setor produtivo. Mas quando o governo funciona bem, investe em infraestrutura, melhora o ambiente de negócios e o acesso ao crédito, mais empreendimentos surgem. Devemos superar 60 mil novos empregos gerados neste ano e atingir os 80 mil até o final do ano que vem”, concluiu.
Combate a crimes e facções
O governador reforçou os concursos e as recentes convocações que buscam aumentar os efetivos da Polícia Civil e da Polícia Militar, além da importância da integração das forças de segurança.
Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com
“É claro que o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Ministério da Justiça, as guardas civis municipais, todos podem contribuir para a política de segurança pública. Por isso que a principal determinação que eu dei ao secretário Chico Lucas foi exatamente no intuito da integração das forças de segurança entre si e delas com as outras instituições, o Poder Judiciário, o Ministério Público, forças federais e até mesmo as forças municipais. E é por isso que o Estado do Piauí tem conseguido reduzir substancialmente a violência. E isso é constatado qualitativamente pela população, mas sobretudo quantitativamente. O número de homicídios, por exemplo, na capital, reduziu mais de 50% em relação a 2022. Reduziu mais de 30% o número de roubo e furto de celulares, por exemplo. São provas inequívocas de que a política de segurança pública tem funcionado aqui no Estado do Piauí”, afirmou.
Ele defendeu ainda a aprovação da PEC da Segurança Pública. “Se a União é quem tem mais recursos, ela fica com 65% do bolo tributário nacional, da arrecadação total de impostos do país. Então, é claro que ela pode ajudar com financiamento. É como aconteceu com o Fundeb, como aconteceu com o SUS. Na hora que constitucionalizar o fundo e o sistema, nós certamente teremos mais recursos da União para financiar os estados e municípios no combate ao crime”, destacou.
Sobre a atuação de facções, o chefe do Executivo estadual reforçou o endurecimento das leis. “Nós tanto defendemos o endurecimento da legislação no combate ao crime como fizemos o dever de casa aqui no Estado do Piauí. Nós propusemos um conjunto de dez leis, a Assembleia aprovou, eu sancionei e essas leis já ajudaram no combate ao crime organizado, para exatamente fechar algumas brechas que tínhamos na legislação, que muitas vezes permitiam prender o criminoso, mas ele conseguia, com base nessas brechas, ser solto, sem mesmo ter sido julgado. Agora, claro, é a legislação federal que vai ter mais poder para esse endurecimento do combate ao crime organizado. O Piauí, repito, tem feito a sua parte e não é à toa que nós temos reduzido o número de homicídios sem aumentar a letalidade policial. O Piauí é um dos estados que têm menor violência policial no Brasil e, ao mesmo tempo, é o estado com menor número de homicídios no Norte e Nordeste brasileiros”, disse.