Trump promete ataque por terra na Venezuela e elogia bombardeios: 'míssil que vai acabar com eles'

Trump promete ataque por terra na Venezuela e elogia bombardeios: 'míssil que vai acabar com eles'

leandro santos
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Durante discurso em um evento na Pensilvânia no fim da noite dessa terça-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que o seu governo irá realizar em breve ataques por terra na Venezuela. Segundo ele, 'porque a terra é muito mais fácil'.

Além disso, o republicano aproveitou para elogiar os bombardeios que estão sendo realizados contra embarcações no Caribe e no Pacífico, que já mataram 80 pessoas, supostamente traficante de drogas - apesar de contestações terem sido feitas.

'O míssil que vai acabar com eles', afirmou, para aplauso da multidão no local.

Em uma entrevista divulgada nessa terça ao site Politico, Trump disse que os dias de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela estão 'contados'.

Além disso, ao ser questionado sobre uma invasão por terra na região para retirada do líder venezuelano do poder, o republicano afirmou que 'não queria confirmar nem descartar'.

'Não falo sobre isso. Não quero falar com vocês sobre estratégia militar', respondeu ele.

Trump confirmou também que considera ataques no México e na Colômbia, países com grande fluxo de drogas.


Na entrevista, o presidente americano disse que o envio de tropas para a América Latina não tinha como foco derrubar Nicolás Maduro do poder, e sim combater o narcotráfico. Apesar disso, ele culpa o venezuelano pelo fluxo de drogas na região.

Trump vem levantando a ideia de ataques terrestres há meses e o Pentágono já realizou mais de 20 bombardeios contra supostos navios de tráfico de drogas no mar.

'Um dos objetivos é que o povo venezuelano seja bem tratado. Quero que o povo venezuelano, muitos dos quais vivem nos Estados Unidos, seja respeitado. Eles têm sido incríveis comigo. Votaram em mim com 94%, ou algo assim. É incrível'.

Uma reportagem divulgada pelo The Washington Post diz que o governo dos Estados Unidos já analisa como será a transição e as opções que viriam depois da possível saída de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela.


Alguns documentos indicam que há apenas uma tensão em relação a como reagiriam às Forças Armadas, podendo continuar resistindo mesmo após Maduro ser retirado do poder. Um dos textos levanta hipótese do governo Trump ter subestimado a base do venezuelano.

Entre os cenários para transição, o mais esperado é de que María Corina Machado, que venceu o Nobel da Paz neste ano, seja a líder da mudança de poder do regime.

Desde o início de setembro, os EUA intensificou ações militares no Caribe e Pacífico, atacando mais de 20 barcos que supostamente transportavam drogas. O caso levou a morte de mais de 80 pessoas no decorrer dos meses.

A tensão política na região segue forte, com uma chance de incursão militar em território venezuelano cada vez maior e já dita por Donald Trump. Além disso, o governo americano colocou parte das frotas de navios e porta-aviões de guerra a disposição na área.
Fonte CBN

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