O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta quinta-feira (15), que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve começar a valer no segundo semestre deste ano. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

O acordo entre os blocos econômicos será assinado no próximo sábado (17), em Assunção, no Paraguai. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.
"Ele vai ser assinado agora no sábado, depois precisa ser aprovado no Parlamento Europeu e no parlamento dos países do Mercosul. Há uma expectativa de que a gente vote no primeiro semestre agora, até junho, no Congresso Nacional. Não precisamos esperar os outros países. Voltamos e internalizou; já entra em vigência. Então a expectativa é de que a gente no segundo semestre tenha plena vigência do acordo."
Segundo o vice-presidente, o acordo vai aumentar emprego e renda.
"Só aumenta o investimento no Brasil, o que vai gerar emprego, gerar renda, mais comércio. Nós vamos poder vender muito e também comprar. Esse acordo [também] envolve menor emissão de gás de efeito estufa, então há a preocupação com o combate às mudanças climáticas, um exemplo para o mundo no momento de protecionismo, de conflito, de guerra, de instabilidade."
Sobre uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, Alckmin acredita que isso não deve afetar o Brasil.
"Estados Unidos colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Então, pegar países europeus que exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. A nossa relação comercial com o Irã é pequena, mas não vejo relação e acho que a questão da super tarifação é difícil de ser aplicada, porque você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo."
Após 26 anos de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. São cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.
Veja a íntegra da participação do ministro:
