Acordo entre Mercosul e UE deve entrar em vigor no segundo semestre

Acordo entre Mercosul e UE deve entrar em vigor no segundo semestre

leandro santos
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Brasília (DF), 15/01//2026 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, onde falou sobre a aprovação, pela União Europeia, do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, entre outros assuntos.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta quinta-feira (15), que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia deve começar a valer no segundo semestre deste ano. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC.

O acordo entre os blocos econômicos será assinado no próximo sábado (17), em Assunção, no Paraguai. A medida ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.

"Ele vai ser assinado agora no sábado, depois precisa ser aprovado no Parlamento Europeu e no parlamento dos países do Mercosul. Há uma expectativa de que a gente vote no primeiro semestre agora, até junho, no Congresso Nacional. Não precisamos esperar os outros países. Voltamos e internalizou; já entra em vigência. Então a expectativa é de que a gente no segundo semestre tenha plena vigência do acordo."

Brasília (DF), 15/01//2026 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, onde falou sobre a aprovação, pela União Europeia, do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, entre outros assuntos.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília (DF), 15/01//2026 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro. - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Segundo o vice-presidente, o acordo vai aumentar emprego e renda.

"Só aumenta o investimento no Brasil, o que vai gerar emprego, gerar renda, mais comércio. Nós vamos poder vender muito e também comprar. Esse acordo [também] envolve menor emissão de gás de efeito estufa, então há a preocupação com o combate às mudanças climáticas, um exemplo para o mundo no momento de protecionismo, de conflito, de guerra, de instabilidade."

Sobre uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, Alckmin acredita que isso não deve afetar o Brasil.

"Estados Unidos colocou que não quer que haja comércio com o Irã, mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Então, pegar países europeus que exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. A nossa relação comercial com o Irã é pequena, mas não vejo relação e acho que a questão da super tarifação é difícil de ser aplicada, porque você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo."

Após 26 anos de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo. São cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 22 trilhões.

Veja a íntegra da participação do ministro:

 

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