Foto: Eduardo Costa / cidadeverde.com

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) reforçou que não há riscos de desabamento ou ruína da Ponte Presidente Médici, conhecida como Ponte do Tancredo Neves, que liga as zonas Sul e Sudeste de Teresina. O órgão atestou o parecer emitido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e informou que fará apenas uma recomendação para reparos na vedação da ponte.
Nesta terça-feira (20), foi realizada uma inspeção por técnicos no tabuleiro (parte superior) e na infraestrutura (parte inferior) da ponte. A avaliação atestou a regularidade das juntas de dilatação e confirmou que a estrutura não apresenta risco de desabamento.
“O que foi constatado é que não apresenta risco de ruína ou desabamento dessa ponte. Esse distanciamento (na lateral da ponte) é um distanciamento projetado. Temos duas juntas de dilatação. O concreto quando ele fica sujeito a carga térmica, principalmente solar, ele vai se dilatar. Assim como também passam grandes cargas, como caminhões, ônibus, ou até durante o processo de aceleração ou frenagem também vai ter uma dilatação dos elementos de concreto. Então esse distanciamento já é projetado, previsto e não é uma coisa nova”, conta o presidente do CREA-PI, Hercules Lima.
Foto: Bartolomeu Almeida / TV Cidade Verde

Durante a inspeção, também foi analisada a vedação, estrutura localizada ao longo do tabuleiro, abaixo das fissuras, cuja função é proteger a ponte contra infiltração de água, agentes agressivos, como sais e óleos, além de detritos. Aos motociclistas que trafegam pelo local, a recomendação é redobrar a atenção aos buracos.
“Essa vedação tem por objetivo evitar um acidente tanto com o pedestre quanto com o ciclista. Ao longo do tabuleiro o objetivo é evitar que material se deposite ali, que material se acumule entre essas duas peças de concreto porque embaixo temos um elemento de sustentação. Essa junta de vedação precisa de uma manutenção porque com o tempo já não apresenta mais. Então o asfalto começa a cair. Então o problema aqui é apenas trocar, repor essa vedação porque a médio e longo prazo esse material que se deposita, areia, brita, objetos, o próprio asfalto, vai se depositar ali e causar tensões que podem prejudicar posteriormente a estrutura”, afirma o presidente.