DHPP prende mais três suspeitos de envolvimento na morte de jovem em Teresina

DHPP prende mais três suspeitos de envolvimento na morte de jovem em Teresina

leandro santos
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 Foto: Reprodução

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, nesta terça-feira (20), mais três suspeitos de envolvimento no assassinato de Maria Eduarda Ferreira Sena Reis, de 23 anos. A jovem foi encontrada morta em outubro do ano passado no Conjunto Lindalva Soares, na zona Norte de Teresina.

Entre os presos nesta nova fase da investigação estão um homem, identificado como Francisco José, e uma mulher, Laiyrisse Borges, mais conhecida como Iemanjá, apontada pela polícia como integrante de facção criminosa, exercendo a função conhecida como “geral”.

Durante o cumprimento dos mandados, outro homem que possuía ordem de prisão em aberto também foi capturado. Além disso, um adolescente foi apreendido em flagrante por tráfico de drogas durante a operação.

Segundo o DHPP, outra mulher investigada por participação no crime, identificada como Adrielly Machado, já se encontra no sistema penitenciário e teve o mandado de prisão temporária cumprido ainda nesta manhã.

“Foi expedido mandado de prisão temporário, que vai ser cumprido agora pela manhã, já que ela está ainda no sistema prisional e não poderíamos antecipar, até para não prejudicar a operação que seria realizada hoje. Mas ainda pela manhã será dado cumprimento ao mandado de prisão dela”, explicou a delegada Nathália Figueiredo, responsável pelo inquérito

No último domingo (18), um homem identificado como Michardson Romário já havia sido preso no Morro da Esperança, também na zona Norte da capital. Contra ele havia um mandado de prisão em aberto por suspeita de participação no homicídio da jovem. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito vinha sendo monitorado pelas forças de segurança e era considerado foragido da Justiça.

Conflito entre facções 

As investigações apontam que o crime tem relação direta com a disputa entre facções criminosas que atuam na capital.

“De acordo com as investigações, caminham justamente para a questão de conflito de facção. A Maria Eduarda teria envolvimento com o Bonde dos 40 e os presos têm envolvimento com o PCC”, afirmou a delegada.

Sequestro e "tribunal do crime" 

Ainda segundo a delegada Nathália Figueiredo, a jovem foi sequestrada e submetida a um chamado “tribunal do crime”, que teria determinado sua execução.

“A Maria Eduarda esteve em um baile de reggae nas proximidades do Morro da Esperança, teria sido identificada por membros do PCC e, justamente em relação ao envolvimento dela com o Bonde dos 40, teria sido o motivo de ela ter sido raptada e morta. Ela passou por uma espécie de julgamento, em que a mulher conhecida como Iemanjá teria participado desse julgamento, e eles executaram a Maria Eduarda, tendo seu corpo jogado no Lindalva Soares”, detalhou.

A delegada destacou que, até o momento, ao menos quatro pessoas são apontadas como envolvidas diretamente no crime, e que novas prisões não estão descartadas.

“Cerca de quatro envolvidos no caso. Todas as prisões têm caráter temporário, ou seja, têm viés investigativo. A gente segue nas investigações. As prisões são temporárias, então há possibilidade de novas prisões serem realizadas”, concluiu.

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