O prefeito de São Miguel do Tapuio, Pompílio Evaristo Lira (PSB), assumirá na segunda-feira (5), a presidência da Associação Piauiense dos Municípios (APPM). Pompílio já é vice-presidente da APPM desde 2025. A cerimônia de posse do novo presidente acontece na sede da entidade, em Teresina.
A mudança ocorre após o pedido de licença do atual presidente, Admaelton Bezerra (MDB), que se afasta por motivos particulares.
Foto: reprodução/redes sociais

Eleito vice-presidente na chapa única formada em 2025, o novo dirigente, em entrevista ao Jornal do Piauí, afirmou que assume a presidência com o compromisso de manter a linha adotada pela gestão anterior.
“A ideia é exatamente da continuidade ao excelente trabalho feito com muita maestria do presidente Admaelton, fez um trabalho muito bom, com muito equilíbrio, com muito diálogo”, declarou.
Entre os principais desafios apontados pelo novo presidente está a transição da reforma tributária e seus reflexos diretos nas finanças municipais. Ele destacou preocupação com a ausência de definições claras sobre compensações aos municípios diante da isenção do Imposto de Renda para faixas de renda mais baixas.
“Todos nós ficamos muito felizes com a isenção do imposto de renda, porque nós representamos de fato a população. É muito louvável que seja isento aqueles que ganham abaixo de R$ 5 mil, e aqueles que ganham até R$ 7.500, a redução da alíquota. Mas sempre que a corda estica, ela quebra do lado daqueles mais fracos, que são nós gestores municipais. E é preciso ter uma compensação para os municípios e que essa compensação chegue o mais rapidamente possível”, afirmou.
De acordo com o dirigente, a perda de arrecadação já começa a ser sentida desde janeiro e compromete o custeio de serviços básicos. Portanto, como uma das metas emergenciais o novo presidente ressaltou que a entidade pretende intensificar a articulação com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o Congresso Nacional e o governo federal em busca de soluções emergenciais. Ele citou como exemplo a proposta de repasse adicional de 1,5% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas reconheceu que a medida não cobre as perdas.
“Nós temos soluções como 1,5% no mês de março, que ao nosso ver, a CNM já divulgou, essa compensação não chega nem a empatar as percas que os municípios agora vão ter, mas é uma das compensações que a gente pode ter para, digamos, enxugar essa perca, porque ela é muito, muito, muito significativa. Para que você possa ter uma ideia, o meu município vai ter uma perca, o meu município São Miguel do Itapu, vai ter uma perca de imposto de renda na fonte dos 200 mil por mês, que são receitas que custeiam serviços básicos do dia a dia”, avaliou.