O, nesta quarta-feira, no primeiro clássico paulista disputado em 2026.
Na Arena Crefisa, em um jogo tecnicamente limitado e com exagero na agressividade, o time alviverde encontrou o gol ainda na primeira parte com Allan, após assistência de Flaco López.
Apesar da vitória, o Palmeiras tem mais o que lamentar. Preocupa a situação de Andreas Pereira, que machucou o ombro.
O jogo não trouxe a emoção típica de um clássico e esteve um tom acima ao longo dos 90 minutos. As duas equipes mostraram que têm muito o que melhorar para conseguir alcançar seus objetivos em 2026.
O próximo compromisso do Palmeiras está agendado para sábado, novamente em Barueri.
A equipe de Abel Ferreira enfrenta o Mirassol, às 20h30. Já o Santos volta a campo somente no domingo, às 20h30, em visita ao Guarani, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa.
Na classificação do Paulistão, o Palmeiras fica na ponta provisoriamente com seis pontos e 100% de aproveitamento.
O Santos, por sua vez, fica com três pontos e pode terminar a rodada na segunda metade da tabela.
Igor Vinícius, desde o primeiro minuto, adotou uma postura violenta.
Cometeu falta dura sobre Flaco López e pouco tempo depois derrubou Andreas Pereira, que machucou o ombro esquerdo e precisou ser substituído, com 15 minutos, por Larson. O santista recebeu cartão amarelo pelo lance.
O estilo agressivo fez com que o jogo não ganhasse intensidade técnica. Houve dificuldade de Palmeiras e Santos na criação de lances perigosos.
O fato de a competição ter começado sem o tempo adequado de preparação também limita a capacidade física dos atletas e prejudica o desempenho.
O Palmeiras encontrou o caminho do gol aos 40 minutos. O time alviverde arrancou em velocidade e aproveitou que a zaga santista estava adiantada.
Flaco López recebeu passe em profundidade, invadiu a área e viu a saída do goleiro Brazão antes de tocar para trás, e Allan concluir para estufar a rede santista.
Na volta do intervalo, o Santos adotou uma estratégia mais ofensiva e deu alguns sustos em Carlos Miguel. Em resposta, Abel fez duas alterações.
Sacou o inoperante Emi Martínez e colocou o jovem Pacheco para proteger melhor a defesa e alçou Vitor Roque, na vaga de Veiga, para reeditar a dupla com Flaco.
Vojvoda não ficou parado e colocou Gabigol no lugar de Lautaro Díaz.
As mudanças deram maior movimentação às duas equipes, mas o Santos persistiu como o melhor time em campo no segundo tempo.
Gabigol tentou algumas vezes e chegou a arriscar de fora da área, mas parou no bloqueio da defesa.
No acréscimo, Vitor Roque armou contragolpe, deixou Luighi mano a mano com o goleiro santista, que bloqueou a ofensiva alviverde O Santos obrigou Carlos Miguel a fazer grandes defesas.
Nos minutos finais, houve um pouco mais de tensão de parte a parte, mas, novamente, os times ficaram devendo futebol.
Há de se ponderar o curto tempo de preparação em uma pré-temporada que completa 10 dias com campeonato em andamento.
O calendário se mostra o principal inimigo do futebol nacional, prejudicando a preparação dos times e sujeitando as equipes a contestações prematuras e os jogadores a lesões pela falta de condicionamento físico.