Relatório de 2025 indica predominância de hanseníase transmissível em Picos

Relatório de 2025 indica predominância de hanseníase transmissível em Picos

leandro santos
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A Coordenação de Controle da Hanseníase e Tuberculose de Picos divulgou o Relatório Anual 2025, que traz um panorama atualizado sobre o avanço e o controle das duas doenças no município e em cidades da região. O documento revela que, embora haja certa estabilidade nos números, a maioria dos casos diagnosticados continua concentrada nas formas transmissíveis, o que mantém ativa a cadeia de contágio.

No caso da hanseníase, foram registrados 80 novos casos em 2025. Desses, 18 são moradores de Picos e 62 pacientes encaminhados de municípios do Território Vale do Guaribas. O relatório chama atenção para o fato de que mais de 78% dos diagnósticos são classificados como multibacilares, consideradas as formas mais contagiosas da doença.

Em Picos, o cenário segue semelhante: 83% dos casos diagnosticados no município são multibacilares, com predominância das formas dimorfa e virchowiana. Apesar de uma tendência de leve redução na transmissão local, o fluxo constante de pessoas entre Picos e municípios vizinhos amplia o risco de novos casos, sobretudo devido ao longo período de incubação da doença.

Em relação à tuberculose, o relatório aponta um aumento de 37% no número de diagnósticos em comparação a 2024. Foram 26 novos casos confirmados em 2025, a maioria na forma pulmonar bacilífera, além da identificação de casos de infecção latente entre contatos próximos. Também houve atendimento a pacientes oriundos de outros municípios da região.

Segundo a coordenação, o crescimento nos registros está ligado à ampliação da capacidade de diagnóstico, com a implantação do teste rápido molecular e a intensificação das buscas ativas. Mesmo com o aumento, a avaliação técnica indica que os números permanecem dentro do patamar esperado para os próximos anos.

O relatório reforça a necessidade de fortalecer as ações conjuntas com a Atenção Primária à Saúde, ampliando o diagnóstico precoce e o acompanhamento dos pacientes, como estratégia fundamental para reduzir a transmissão da hanseníase e da tuberculose na região.
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