Alcolumbre deve avaliar se anula resultado da votação da CPMI do INSS

Alcolumbre deve avaliar se anula resultado da votação da CPMI do INSS

leandro santos
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Brasília (DF), 26/02/2026 - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza oitiva de empresário. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. Opresidente da CPMI - INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG);
empresário Paulo Otávio Montalvão Camisotti;
advogado do depoente Guilherme Silveira Coelho;
advogado do depoente Vinicius Silva Conceição. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
© CARLOS MOURA/AGÊNCIA SENADO

A confusão na CPI Mista do INSS - com direito a troca de tapas, empurra-empurra e agressões verbais - na reunião dessa quinta-feira (26) foi parar na Mesa Diretora do Senado. Agora, vai caber ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre decidir se anula ou não o resultado da votação de mais de 80 requerimentos de convocação e quebra de sigilo.

O problema foi a contagem. Como a votação foi simbólica, apenas os parlamentares contrários deveriam se manifestar. Nesse momento, o presidente da CPI, senador Carlos Viana, contou como sete os parlamentares contrários. Resultado não suficiente para rejeitar, já que eram 21 titulares presentes. A base aliada protestou. Argumenta que foram 14 os votos contrários: cinco senadores e nove deputados. Mesmo depois da confusão, Carlos Viana não voltou atrás e não concordou em ver as imagens ou fotos para fazer novo cálculo. Com isso, parte da CPI encaminhou um requerimento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pedir a anulação da votação. Pedem, também análise do caso pela Comissão de Ética do Senado. No total, 14 parlamentares assinam o documento.

Carlos Viana, ao final da reunião disse que está tranquilo quanto ao cumprimento do regimento.

Entre os mais de 80 requerimentos está o que pede a quebra do sigilo de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, o do ex-executivo e sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima,  do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura; da empresária Danielle Miranda Fontelles, que teria ligações com o Careca do INSS, e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha, acusado de integrar o núcleo político do esquema.

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