Audiência debate transposição do rio São Francisco que atingirá 80 cidades do Piauí

Audiência debate transposição do rio São Francisco que atingirá 80 cidades do Piauí

leandro santos
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 Foto: Ricardo Stuckert / PR

Uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (25), no Instituto Federal do Piauí (IFPI) de São Raimundo Nonato, a 529 km de Teresina, discute os avanços do estudo para a transposição do Rio São Francisco no semiárido piauiense. O debate vai contar com a presença do diretor do Departamento de Projetos Estratégicos (DPE) da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Bruno Cravo Alves.

A expectativa é que cerca de 26 municípios sejam diretamente impactados com a construção de canal e futura adutora, mas o alcance pode chegar a mais de 80 cidades do semiárido, beneficiando aproximadamente um milhão de pessoas.

“Esse número de 26 municípios será diretamente impactado, mas o projeto contempla toda a região do semiárido piauiense”, afirmou.


A iniciativa integra o eixo de segurança hídrica do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e busca enfrentar o déficit hídrico na região. Segundo o diretor, o estudo técnico já concluiu a etapa de identificação da demanda e agora avança para a definição da solução mais viável.

“A viabilidade se dá a partir da identificação da demanda, que já concluímos nesse primeiro produto apresentado à sociedade. A continuidade do projeto vai chegar à solução viável para atender essa demanda”, destacou.

Bruno Cravo ressaltou que o Piauí passou a ser prioridade dentro do planejamento federal no eixo hídrico. “O Piauí não estava esquecido nesse projeto. É prioridade do governo federal o eixo de segurança hídrica. Retomamos os estudos a partir de uma provocação da classe política do estado”, pontuou.

O levantamento técnico apontou que a disponibilidade hídrica local é limitada diante do nível de segurança exigido para o abastecimento humano.

“Quando tratamos de abastecimento humano, esperamos no mínimo 95% de disponibilidade hídrica. A revisão hidrológica mostrou que a oferta é muito limitada, o que indica a necessidade de um aporte hídrico para a região”, explicou.

De acordo com o cronograma apresentado, o estudo deve ser concluído até novembro deste ano. Em 2027, devem ser elaborados os projetos executivos, com previsão de início das obras entre 2028 e 2030. “Temos um longo caminho até que a água saia na torneira da população”, frisou.

Por fim, o diretor destacou a importância da mobilização política para garantir recursos.

“Toda a classe política tem se mobilizado. Esse deixou de ser um projeto de bandeira única e passou a ser um projeto do estado, fundamental para assegurar os recursos”, concluiu.

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