Cármen Lúcia vai apresentar lista com regras de conduta aos juízes eleitorais na próxima semana

Cármen Lúcia vai apresentar lista com regras de conduta aos juízes eleitorais na próxima semana

leandro santos
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A presidente do TSE vai apresentar na semana que vem aos juízes eleitorais uma lista com 10 regras de conduta. A ministra Cármen Lúcia fez o anúncio no mesmo dia em que foi nomeada relatora do Código de Ética do Supremo Tribunal Federal.

A magistrada defendeu a adoção de regras rigorosas para assegurar um comportamento "legítimo, confiável e transparente" de juízas e juízes eleitorais. A presidente do TSE destacou que a publicidade dos atos judiciais e administrativos é uma exigência republicana e condição para preservar a confiança da sociedade nas instituições.

As recomendações incluem a obrigatoriedade de divulgação das agendas de audiências com advogados, candidatas e candidatos; partidos políticos ou outros interessados, independentemente de os encontros ocorrerem dentro ou fora do ambiente institucional.

As orientações vedam expressamente o comparecimento de magistradas e magistrados a eventos públicos ou privados em que, durante o ano eleitoral, haja confraternização com candidatas ou candidatos, representantes de campanha ou interessados diretos no pleito.


Os juízes eleitorais estão proibidos de manifestar as escolhas políticas pessoais nas redes sociais e também não podem aceitar ofertas, presentes ou favores que possam colocar em dúvida sua independência.

A ministra Cármen Lúcia anunciou as novas diretrizes éticas na abertura do Ano Judiciário no TSE. Ela será a relatora do Código de Conduta e Ética do Supremo Tribunal Federal. O anúncio foi feito pelo presidente da Corte, Edson Fachin, na abertura do Ano Judiciário.

A primeira reunião para tratar do assunto será na quinta-feira da semana que vem.

A iniciativa responde a uma série de pressões externas que se intensificaram nos últimos anos e cresceram com os desdobramentos do caso Master. O presidente do STF disse que o objetivo do código de conduta é reafirmar a imparcialidade e a integridade como salvaguardas da democracia.

Sem citar o caso Master, o ministro Fachin afirmou que normas jurídicas são adequadas para lidar com crimes no sistema financeiro e também ressaltou que as instituições precisam rememorar limites. O presidente do STF destacou que magistrados não são superiores a críticas e disse que o momento é de “autocorreção”.

Em meio às críticas ao STF por causa da conduta de alguns ministros, o presidente Lula aproveitou a solenidade para defender o papel da Corte.
Fonte CBN
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