Foto: Renato Andrade/ Cidade Verde
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O Piauí na fronteira do amanhã: a coragem de liderar a transição energética
O Piauí vive hoje um momento de virada histórica. Sob a liderança do governador Rafael Fonteles, o estado decidiu que não ocupará mais o banco de trás no desenvolvimento nacional, apostando na indústria verde como o pilar de uma industrialização moderna e sustentável.
No entanto, ser pioneiro em uma fronteira tecnológica global exige mais do que recursos naturais; exige resiliência estratégica e uma mudança profunda em nossa cultura política. É preciso compreender que a inovação não é um destino estático, mas uma rota em constante ajuste.
No setor de energia global, o cenário é de reconfiguração permanente. Quando tratamos de projetos dessa magnitude, a movimentação de investidores e a alteração de cronogramas são dinâmicas naturais de um mercado de alto impacto. Interpretar esses movimentos como obstáculos intransponíveis é um equívoco de visão.
Na verdade, a capacidade de um governo de manter parceiros sólidos — como a Green Energy Park, a Lion Mining e a Solatio — e, simultaneamente, buscar novas alianças, é o que demonstra maturidade institucional. O Piauí está aprendendo a negociar nas grandes ligas globais, onde a flexibilidade e a capacidade de adaptação são as maiores provas de competência técnica.
Para que o estado se consolide como o porto seguro da energia limpa, estamos enfrentando com pragmatismo desafios complexos, desde o aperfeiçoamento da regulação e do licenciamento ambiental até a formação de capital humano e a busca por financiamento.
Contudo, o desafio mais sensível é o cultural. Historicamente, fomos condicionados a um certo pessimismo, e há quem, por miopia, prefira o conforto da estagnação ao esforço do crescimento.
É fundamental alertar que buscar falhas para alimentar críticas não é apenas uma política ruim; é um freio que tenta manter a sensação de que o Piauí não pode ser diferente, grande ou justo.
Crescer dá trabalho, cria resistências e leva tempo. Mas a vida é feita de movimentos, e só aprendemos que podemos ser melhores quando nos colocamos fora de nossas zonas de conforto. O projeto de industrialização verde é maior do que qualquer gestão; é um projeto de sociedade.
Ao mantermos o foco na estratégia e na persistência, mostramos ao Brasil e ao mundo que o sucesso não será medido pela ausência de desafios, mas pela nossa inabalável capacidade de superá-los. O futuro é verde, e o Piauí já faz parte dele.
Por Washington Bonfim