Foto: Reprodução Redes Sociais

O filho do síndico que confessou ter matado a corretora Daiane Alves, em Caldas Novas (GO), foi solto após a polícia concluir que ele não teve participação no crime.
Maicon Douglas Souza de Oliveira estava preso temporariamente desde o mês passado, mas teve a investigação arquivada por falta de provas.
Segundo as autoridades, o próprio pai de Maicon, que também foi preso, assumiu a autoria do assassinato e afirmou que o filho era inocente.
De acordo com a defesa, foram apresentadas provas que comprovaram que Maicon não teve qualquer envolvimento no crime, nem na execução nem em ações posteriores.
Entre os elementos analisados estão registros de ponto, conversas em aplicativos de mensagens e perícias em aparelhos celulares. + Corretora morta: síndico estava encapuzado e de luvas, mostra vídeo gravado por vítima
Os advogados afirmaram que o conjunto probatório demonstrou que o investigado não participou do homicídio nem tentou atrapalhar as investigações.
Com isso, a autoridade policial decidiu arquivar o caso em relação a ele.
O que diz a defesa?
Em nota, a defesa afirmou que atuou imediatamente após a prisão temporária e apresentou provas consideradas “irrefutáveis” para demonstrar a inocência de Maicon Douglas.
Os advogados também destacaram que o arquivamento reforça o princípio da presunção de inocência e que a responsabilização penal deve ocorrer com base em provas e no devido processo legal.
O pai de Maicon Douglas continua como principal investigado pelo assassinato da corretora Daiane Alves. Ele confessou o crime e permanece à disposição da Justiça.
O caso segue sob responsabilidade das autoridades locais, que apuram todos os detalhes e circunstâncias do homicídio.
O caso
A corretora Daiane, de 43 anos, ficou 40 dias desaparecida, após ser vista pela última vez entrando no elevador do prédio onde morava em Caldas Novas havia cerca de dois anos. Imagens de câmeras de segurança registraram seus últimos momentos no condomínio.
O caso ganhou repercussão após apelos de familiares. As investigações da Polícia Civil colocaram Kleber Rosa de Oliveira, síndico do prédio, como principal suspeito.
Daiane Alves e Kleber Rosa tinham desavenças há mais de um ano relacionadas à administração de apartamentos da família da corretora no prédio. Existem mais de 12 processos judiciais entre as partes, envolvendo acusações como perseguição, sabotagem, abuso de poder e agressão física.
O caso teve um desfecho trágico no dia 28 de janeiro, quando o suspeito confessou o crime e levou os agentes até o local onde escondeu o corpo de Daiane, em uma área de mata a 15 quilômetros de Caldas Novas.
A identificação inicial foi realizada com base nas roupas encontradas no local. Agora, exames mais detalhados confirmaram a causa da morte.
Além de Kleber, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso pelo homicídio, mas foi libertado nesta sexta-feira após a polícia não identificar a participação dele no crime
Segundo a polícia, Kleber Rosa de Oliveira deve responder por assassinato e ocultação de cadáver.