FMI: Bolsa Família não tira mulheres do mercado de trabalho

FMI: Bolsa Família não tira mulheres do mercado de trabalho

leandro santos
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trabalhadoras, Linha de produção de eletro eletrônicos da Semp Toshiba. Chão de fábrica, Indústria.

Manaus (AM) 27.10.2010 - Foto: José Paulo Lacerda
© JOSÉ PAULO LACERDA/CNI/DIREITOS RESERVADOS

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) constatou que o Bolsa Família não reduz sistematicamente a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos. Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família. Elas gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que eles.

O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. Para se ter uma ideia, se a diferença da participação de homens e mulheres no mercado de trabalho caísse de 20 para 10 pontos percentuais, até 2033 o crescimento do país poderia aumentar meio ponto percentual.

E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa. Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres. São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho. Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho.

A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais.
 

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