O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, indicador oficial da inflação brasileira, se manteve estável em 0,33% em janeiro, exatamente a mesma variação de dezembro. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (10) pelo IBGE.

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA Amplo ficou em 4,44%, acima dos 4,26% registrados no período anterior.
Serviços
Os destaques com maior impacto no mês foram o aumento nos Transportes (0,60%), puxado pela alta de 2,14% no preço dos combustíveis, em especial na gasolina. As passagens de ônibus urbano também registraram alta de 5,14%, especialmente por causa de reajustes em capitais como Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Já o grupo de Comunicações foi o que teve a maior variação de preços (0,82%), com destaque para aparelhos telefônicos (2,61%) e o reajuste dos planos de TV por assinatura, telefonia e internet.
Alimentação
Quem ficou de olho na grande variação dos preços de alimentação e bebidas pode estar se perguntando: afinal, cadê a influência desses grupos na inflação?
É que na média, o grupo alimentação e bebidas ficou muito próximo do IPCA do mês, apesar de alguns produtos, individualmente, terem sofrido grande variação entre si. O tomate e as carnes tiveram reajustes, mas, por outro lado, o leite longa vida e o ovo acumularam quedas.
Vestuário, habitação e energia elétrica
Já os grupos que tiveram variação negativa de preços em janeiro foram Vestuário (-0,25%) e Habitação (-0,11%), puxada pela bandeira verde nas contas de energia.
A energia elétrica residencial também foi um dos fatores determinantes para a variação regional do IPCA. Rio Branco, no Acre, por exemplo, teve a maior variação, 0,81%, justamente pela alta da energia residencial. Já a menor variação aconteceu em Belém, no Pará, com 0,16%, essa baixa foi puxada, entre outros fatores, pelo recuo da energia elétrica.
