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Ex-bailarina de Faustão na Globo e musa da Gaviões da Fiel no Carnaval de São Paulo, Natacha Horana teria usado quase R$ 1 milhão de dinheiro vivo, oriundo do PCC (Primeiro Comando da Capital), para comprar um carro de luxo e um imóvel em São Paulo. É o que relata a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra a modelo, que a acusa de participação na organização criminosa, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Em nota, a defesa de Natacha afirma que ela não teve envolvimento e é vítima de injustiça. A denúncia foi apresentada na quinta-feira (19) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Nos documentos, obtidos pela Folha de S.Paulo, o MP-SP afirma que um imóvel localizado na zona sul de São Paulo, avaliado em quase R$ 600 mil, e um veículo Mercedes-Benz avaliado em R$ 320 mil teriam sido adquiridos com recursos de origem ilícita.
O órgão afirma que o valor do carro e da casa foram pagos em dinheiro vivo, o que dificultaria o rastreamento da quantia para comprovação legal.
O MP-SP também diz que algumas apurações continuam, já que existem indícios de que joias de alto valor também foram compradas no mesmo esquema. Os recursos eram oriundos do PCC e as compras foram feitas como forma de lavar o dinheiro da facção.
Ainda de acordo com os promotores, Natacha mantinha um relacionamento com Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido, apontado como chefe da organização criminosa.
Procurada, a defesa da dançarina afirma que recebeu a notícia com surpresa e negou qualquer relação dela com os fatos alegados na denúncia.
"No que diz respeito às acusações, imprescindível reforçar que a nossa cliente foi injustamente envolvida em investigação, sendo que jamais praticou qualquer ato ilícito, direto, indireto ou colaborativo", diz o texto.
Os advogados de Natacha também dizem que não tiveram acesso aos autos e afirmam que a denúncia repete outra apuração que já estava sendo realizada no Rio Grande do Norte, "em patente violação à proibição de dupla imputação". Eles dizem confiar na absolvição dela.
Nessa primeira ação mencionada pela defesa, Natacha responde por lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e suposta participação em organização criminosa ligada a Valdeci Alves dos Santos, o Colorido. Ela chegou a ficar presa por quatro meses em 2024 após ser alvo da operação Argento, conduzida pelo Ministério Público da Paraíba, que investigou sua ligação com Colorido.
A denúncia ocorre dias após Natacha desfilar no Sambódromo do Anhembi pela Gaviões da Fiel, vice-campeã do Carnaval 2026 em São Paulo. Ela está confirmada no desfile das campeãs, marcado para este sábado (21). Caso a Justiça aceite os argumentos do MP-SP, Natacha pode ser condenada em até 15 anos de prisão em regime fechado.