Relatório aponta 167 áreas de risco para alagamentos e deslizamentos em Teresina

Relatório aponta 167 áreas de risco para alagamentos e deslizamentos em Teresina

leandro santos
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 Foto: Jade Araujo / Cidadeverde.com

Com um trabalho de monitoramento realizado ao longo de um ano em ruas e residências de Teresina, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) elaborou um relatório que identifica as principais áreas de risco para alagamentos, enxurradas e movimentos de massa na capital. O documento também aponta quais obras são necessárias nessas regiões. Ao todo, apontadas 167 áreas de risco com 73 setores de intervenção.

Segundo o pesquisador do Serviço Geológico, Tiago Antonele, o material dá subsídios para que os órgãos municipais de Teresina, junto ao Governo Federal, busquem recursos para financiar intervenções em áreas mais perigosas.

“Aqui em Teresina encontramos muito problemas tanto na margem dos rios como nas margens das lagoas. Nas beiras das lagoas há o problema de inundação e também no caimento, na caída da margem em direção à lagoa. Infelizmente ocupação irregular e sem ordenamento é problema no Brasil inteiro e não só em Teresina. Então se há a ocupação sem planejamento prévio ocorrem as áreas de risco. Então é importante que o município fiscalize essas áreas e não deixem ocupações irregulares acontecerem para que essas áreas não cresçam ainda mais”, afirma.

Foto: Reprodução / TV Cidade Verde

Com o trabalho de monitoramento concluído, cabe agora ao município hierarquizar as obras mais emergenciais em cada zona e protocolar pedidos de recursos, por meio de edital, no Ministério das Cidades.

O secretário municipal da Defesa Civil, coronel Nunes, afirma que regiões como o bairro Pedro Balzi, com risco de deslizamento; Lagoas do Norte, com risco de enchentes; e o Parque Rodoviário, com áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações, já estão sendo monitoradas.

“Essa capacitação só vem melhorar o que a gente já vem fazendo, mapeando as áreas de risco, e com essa capacitação vamos poder identificar as áreas de alto, médio e baixo risco. É uma preocupação do prefeito que a gente monitore essas áreas não só no período chuvoso, mas no período de seca também para minimizar os riscos as comunidades menos favorecidas. Estamos trabalhando com prevenção. A nossa preocupação é minimizar esses riscos a essa população menos favorecida. Desde janeiro, quando começaram as chuvas, estamos com equipes nas ruas monitorando essas áreas. Estamos trabalhando integrado”, explica.

Foto: Reprodução / TV Cidade Verde

Como parte do monitoramento realizado pelo Serviço Geológico do Brasil, foi promovida, na manhã desta terça-feira (03), uma capacitação com foco no plano de redução de riscos e desastres, voltada para representantes do município. Presente no evento, o diretor de mitigação da Defesa Civil Estadual, Werton Costa, destacou que o trabalho também servirá de base para ações em nível estadual.

“Isso se torna um case, um modelo referencia que pode ser aperfeiçoado pela Defesa Civil do município, pela Secretaria de Serviços Urbanos, mas que pode ser replicado pelo estado, como em Picos, Floriano, Parnaíba. O trabalho da SGB vai melhorar a qualidade de vida do teresinense, vai reordenar o planejamento urbano para que seja inclusivo e seguro, voltado para garantir mobilidade”, conta.

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