Riscos estruturais e falta de enfermeiros levam Coren-PI a interditar hospitais

Riscos estruturais e falta de enfermeiros levam Coren-PI a interditar hospitais

leandro santos
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O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) determinou a interdição ética em dois hospitais de pequeno porte nos municípios de Jurema e São José do Peixe. Inspeção feita pelo Conselho constatou falhas estruturais, ausência de enfermeiros e irregularidades que comprometem a assistência à população.

O Cidadeverde.com tenta esclarecimentos com as prefeituras de Jurema e São José do Peixe, mas não obteve respostas. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

Com a interdição ética, os enfermeiros que atuam nas unidades ficam temporariamente impedidos de exercer suas atividades. Os serviços de enfermagem foram suspensos no Hospital Municipal Mãe Maria, em Jurema, e na Unidade Mista de Saúde de São José do Peixe.

O presidente do Coren-PI, Samuel Freitas, e a conselheira Georgia Menor acompanharam a interdição. O conselho informou que os pacientes que já estavam internados ou sob cuidados antes da intervenção continuam com a assistência assegurada, conforme a legislação.

A fiscalização constatou, no hospital de Jurema, a ausência total de enfermeiro no período noturno, com a assistência sendo realizada apenas por técnicos de enfermagem. Também foram identificadas fragilidades nos registros, como prontuários incompletos, ausência de carimbo profissional e falta de comprovação da implementação do Processo de Enfermagem.

Na inspeção, fiscais do Coren flagraram mofo, sujeira, equipamentos danificados, armazenamento inadequado de medicamentos de uso restrito e uma sala de esterilização em condições precárias. Além disso, foi constatado risco ambiental, com presença de mato alto e insetos em áreas internas da unidade.

Em São José do Peixe, foi constatada a ausência de enfermeiro 24 horas na unidade mista e a falta de responsável técnico.

O presidente do Coren-PI, Samuel Freitas, informou que a interdição é uma medida extrema, adotada em última instância, quando todas as possibilidades de resolução por meio do diálogo e da conciliação já foram esgotadas.


“Trata-se de uma decisão necessária para proteger os profissionais de Enfermagem e a população, diante de um cenário que oferece riscos à assistência. Esperamos que a situação seja contornada o quanto antes, com a regularização das inconformidades, para que os serviços possam ser restabelecidos com segurança e qualidade”, destacou.

A interdição permanecerá em vigor até que os municípios apresentem soluções que comprovem a regularização das falhas apontadas.
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