Sargento Mota é expulso da Polícia Militar do Piauí após condenação por furto de ‘Malbec’ em Teresina; relembre polêmicas

Sargento Mota é expulso da Polícia Militar do Piauí após condenação por furto de ‘Malbec’ em Teresina; relembre polêmicas

leandro santos
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O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, o tenente-coronel Scheiwann Lopes, assinou, nessa terça-feira (24), a exclusão do sargento Mota dos quadros da corporação. Ele foi condenado a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão em regime semiaberto em decorrência da prática do furto de um perfume Malbec em fevereiro de 2023, na zona Sul de Teresina.

No documento, o comandante detalha que a decisão ocorre em virtude da prática de transgressões disciplinares graves relacionadas à apropriação de bens particulares, utilizar a condição de militar para obter facilidades pessoais, desprestígio da Corporação por crime doloso grave e danificar ou inutilizar bens particulares.

“Levaram só o celular, notebook e colar de ouro”, diz sargento Mota após ser alvo de operação em TeresinaReprodução

Além das "violações aos deveres éticos fundamentais estabelecidos na artigo 10, incisos Il, V, XVI, XVII e XViII, e aos valores militares consagrados no artigo 99, Incisos Il V e IX, todos do Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado do Piaui", destacou.

Na mesma decisão, o comandante julgou procedente a suspensão por 30 dias do sargento Wellington da Silva, que estava com Mota no momento em que o objeto foi furtado.

O corregedor da PM, coronel Newmarcos, informou à TV Antena 10 e ao A10+ que o documento será encaminhado ao governador do Piauí, Rafael Fonteles.
Condenação

O Juiz Raimundo José de Macau Furtado, Substituto da Vara Militar, condenou o Sargento Mota a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão em regime semiaberto em decorrência da prática do furto de um perfume Malbec em fevereiro de 2023, na zona Sul de Teresina.

A condenação foi expedida em 15 de outubro. Segundo decisão obtida pelo A10+, considerando que o acusado estava em liberdade durante toda a instrução criminal, ele deve permanecer em liberdade, em regime semiaberto, a menos que esteja preso por outro motivo.

A pena estabelecida inicialmente seria de 3 anos e 6 meses de reclusão, mas devido ao agravante de abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, tendo em vista que o réu é acusado de ter adentrado na residência da vítima sem mandado judicial e cometido o furto utilizando chave falsa, a pena foi aumentada para 4 anos, 2 meses e 12 dias.

"Diante do conjunto probatório, é inequívoco que o acusado praticou o crime de furto qualificado pelo emprego de chave falsa, agindo com dolo específico e de forma consciente, subtraindo bem móvel da residência da vítima e tentando ocultar a conduta mediante destruição das câmeras de segurança. As provas são coerentes, robustas e seguras, não havendo indícios de parcialidade ou exagero, sendo hábeis a sustentar a condenação do acusado. Não foram identificadas circunstâncias que possam excluir a ilicitude ou a culpabilidade, impondo-se, portanto, a responsabilização penal", disse trecho da decisão.
O furto do Malbec

"Sargento Mota" foi um nome que gerou repercussão em uma polêmica ocorrida ainda em 2023, quando o militar, popular em Teresina, foi acusado de ter furtado um perfume Malbec em uma residência da Capital.



A dona da casa relatou à polícia que o sargento Mota teria adentrado a sua residência, no dia 15 de fevereiro de 2023, usando uma chave falsa, oportunidade em que subtraiu o perfume "Malbec", da marca O Boticário. Em 28 de julho do mesmo ano, ela afirmou que um policial teria retornado, em uma viatura, para destruir a câmera de segurança do imóvel efetuando um disparo de arma de fogo no equipamento.
Envolvimento com o 'Jogo do Tigrinho'

O militar chegou a ser detido no dia 9 de outubro de 2024 durante a segunda fase da Operação Jogo Sujo II que mirou influencers que divulgavam jogos de azar ilegais nas redes sociais. Ele destacou que colaborou com as investigações da Polícia Civil e que as equipes policiais levaram apenas o “celular, notebook e colar de ouro” dele.

O sargento Mota compartilhava, diariamente, sua rotina e ações para mais de 257 mil seguidores apenas no Instagram, mas teve sua conta suspensa pela Justiça diante das investigações.

Fonte: Portal A10+

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