Bebês prematuros e crianças com comorbidades começam a receber, a partir de fevereiro, a vacina contra a bronquiolite no SUS, o Sistema Único de Saúde.

Mais de 300 mil doses já foram distribuídas para todos os estados.
A ideia é ampliar a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório, responsável por 80% dos casos de bronquiolite.
A doença é uma infecção viral comum em crianças menores de dois anos.
Ela causa inflamação e acúmulo de muco nos bronquíolos, que são pequenas vias aéreas dos pulmões.
Os sintomas mais comuns são tosse, chiado no peito, coriza e dificuldade para respirar.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, utilizou as redes socias para explicar que o imunizante será o nirsevimabe, um anticorpo que protege contra as formas mais graves da bronquiolite.
"Este imunizante custa, em média, R$ 2.500 se a família for aplicar por conta própria. Ele está indicado para bebês prematuros que nasceram até 36 semanas e seis dias e para os bebês até 23 meses de idade que têm essas comorbidades. O Nirsevimabe é um anticorpo pronto que protege imediatamente a criança contra as formas graves da doença assim que ela recebe".
O SUS já oferece a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório para gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez.
No ano passado, o Brasil registrou mais de 45 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causados pelo vírus, com 35 mil hospitalizações de menores de dois anos.
Ainda não há um tratamento específico para a bronquiolite.
As ações focam na lavagem nasal, no controle da febre e na hidratação. Em casos graves, é necessária a hospitalização.
