Suspeito se apresenta ao DHPP e confessa assassinato após ver vítima com a ex

Suspeito se apresenta ao DHPP e confessa assassinato após ver vítima com a ex

leandro santos
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 Foto: Reprodução

O homem suspeito de assassinar a facadas o jovem Bruno Lima dos Santos, de 21 anos, se apresentou no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no sábado (21), em Teresina. O crime foi registrado por uma câmera de segurança e ocorreu na última quarta-feira (18), no residencial Mário Covas, na zona Sul da capital.

De acordo com o delegado Danúbio Dias, o suspeito, identificado como João Pedro, compareceu à unidade policial acompanhado de um advogado e prestou depoimento sobre o caso.

“O advogado dele se fez presente na companhia dele, João Pedro, e ele foi formalmente interrogado e ouvido sobre as acusações, já que há um vídeo de câmera de segurança que mostra ele assassinando a vítima”, afirmou o delegado.

Segundo o delegado, o investigado confessou o assassinato durante o depoimento e relatou que cometeu o crime após encontrar a vítima dentro da casa da ex-companheira.

“Diante das evidências, ele não negou, ele confessou o crime e alegou que foi para a residência sem avisar a ex-companheira, isso por volta de 11h, e ao chegar na residência ele disse que desconfiou que havia um homem dentro de casa e, tomado de ciúmes, ele invadiu a residência, deparou-se com a vítima em um dos quartos e os dois começaram a brigar. E, na briga, ele alega que a filha se feriu, e ele, ao ver a filha ferida, perdeu ainda mais a cabeça e acabou pegando a faca que estava na cozinha e esfaqueando a vítima”, relatou.

Suspeito não foi preso após depoimento

Apesar de confessar o crime, o suspeito não permaneceu preso após prestar depoimento, pois não havia mandado judicial em aberto nem situação de flagrante no momento em que se apresentou à polícia.

“No Brasil, as pessoas só podem ser presas de duas formas: ou em flagrante delito, ou com um mandado formal de prisão. No caso específico dele, não havia mais situação de flagrante e também não havia mandado de prisão. Então, por esse motivo ele não foi preso, e isso não quer dizer que ele não será preso. Quem vai decidir o destino dele, se ele vai ficar preso ou vai responder ao processo em liberdade, é o Poder Judiciário. A Polícia Civil e o departamento vão cumprir a sua função e vão pedir a prisão dele. Se ele vai ficar preso ou não, cabe ao Poder Judiciário decidir”, destacou o delegado.

O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil deve encaminhar o pedido de prisão à Justiça. 

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