O Tribunal Superior Eleitoral volta a julgar, no dia 10 de março, os processos que pedem a cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

Ele é acusado de abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022.
O caso será retomado após o ministro Antônio Carlos Ferreira liberar a ação para julgamento.
Ferreira havia pedido vista em novembro do ano passado.
A relatora, ministra Isabel Galotti, votou pela cassação do governador.
Segundo Galotti, houve um elaborado esquema de uso da estrutura administrativa estadual.
O TSE julga recursos contra uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que absolveu Castro e outros acusados pela contratação irregular de trabalhadores e pelo uso de projetos sociais.
De acordo com o Ministério Público Eleitoral, os investigados adotaram uma série de condutas planejadas para influenciar o processo eleitoral de 2022.
O MP apontou que, apenas no primeiro semestre daquele ano, mais de R$ 500 milhões foram usados na contratação irregular de servidores temporários.
Segundo a coligação A Vida Vai Melhorar, a Fundação Ceperj foi usada para contratar mais de 27 mil pessoas a cinco meses das eleições.
Os pagamentos teriam sido feitos em espécie e sem registro formal, em um total superior a R$ 300 milhões.
No entanto, a defesa do governador afirma que ele não pode ser responsabilizado por eventuais irregularidades.
Segundo os advogados, Castro apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e editou um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj.
