CPI do Crime Organizado cancela sessão após ausência de Campos Neto

CPI do Crime Organizado cancela sessão após ausência de Campos Neto

leandro santos
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CPI do Crime Organizado (CPICRIME) realiza reunião para apreciação de requerimentos.

A finalidade da comissão é apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas no território brasileiro, em especial de facções e milícias, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor. 

Mesa: 
senador Esperidião Amin (PP-SC); 
presidente da CPICRIME, senador Fabiano Contarato (PT-ES);
relator da CPICRIME, senador Alessandro Vieira (MDB-SE);
vice-presidente da CPICRIME, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS);
senador Jorge Kajuru (PSB-GO).

Bancada:
senador Magno Malta (PL-ES);
senador Eduardo Girão (Novo-CE); 
senador Marcos Rogério (PL-RO).

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
© SAULO CRUZ/AGÊNCIA SENADO

A sessão da CPI do Crime Organizado, no Senado, que iria ouvir, nesta terça-feira, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, foi cancelada porque os dois não compareceram à reunião.

Segundo nota da presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito, Campos Neto informou que não iria comparecer, mas que enviaria os esclarecimentos por escrito. Nessa segunda, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, desobrigou o ex-presidente do Banco Central de ir à CPI.

Os parlamentares queriam ouvi-lo sobre supostas falhas na regulação e fiscalização bancária que teriam permitido a infiltração de facções criminosas no sistema financeiro. No requerimento que pediu a oitiva, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que investigações revelaram, por exemplo, que o Banco Master, de Daniel Vorcaro, movimentou cerca de R$ 2,8 bilhões para uma empresa suspeita de lavar dinheiro para o PCC.

Já no caso de João Carlos Mansur, a CPI afirmou que vai tentar remarcar o depoimento para a semana que vem, inclusive com a possibilidade de realizar uma condução coercitiva.

A Reag Investimentos foi liquidada pelo Banco Central em janeiro por violar normas do Sistema Financeiro Nacional. A instituição financeira é investigada por ligação com as fraudes atribuídas ao Banco Master.

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