Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu na quarta-feira (11) o inquérito sobre a morte de Jaqueline Lima de Araújo, vítima de bala perdida em dezembro de 2025 na BR-316, zona Sul de Teresina. Ela foi atingida na cabeça e morreu seis dias depois no Hospital de Urgência de Teresina. Foram indiciados Luiz Augusto e João Henrique pelo crime de latrocínio.
Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, do núcleo de feminicídio do DHPP, as investigações utilizaram imagens de monitoramento SPIA e análise de celular dos suspeitos. A motocicleta utilizada no crime e o capacete de um dos suspeitos também foram apreendidos.
“Através das imagens conseguimos identificar um dos suspeitos e efetuamos a prisão temporária. Por meio do celular, conseguimos identificar o segundo envolvido, além de conversas que foram cruciais para a investigação”, explicou.
Também foram realizados exames de perícia balística para confirmar se o projétil que foi encontrado em Jaqueline, e o da arma de fogo. “Foi feito exame de microcomparação balística. O primeiro projétil encontrado no corpo da Jaqueline era apenas uma partícula de chumbo, mas no veículo do Luiz Augusto encontramos um projétil que pôde ser submetido à microcomparação balística, confirmando a ligação com o crime”, destacou.
A delegada detalhou que os suspeitos tinham como alvo um homem que estava de moto, mas, por erro de execução, Jaqueline foi atingida. “Houve um erro de execução. Eles tiveram o intuito de assaltar uma pessoa, mas a vítima de fato que acabou sendo alvejada foi a Jaqueline”, afirmou.
As investigações concluíram que Luiz Augusto seria o atirador, enquanto João Henrique ocupava o papel de piloto, segundo análise das imagens. Os suspeitos não tinham antecedentes criminais e conforme a delegada, apresentavam interesse em crimes.
“Quando analisamos o celular do Luiz Augusto, ficou claro o interesse dele por facção criminosa, e diversas fotos portando armas de fogo”, completou a delegada.
Luiz Augusto já está preso preventivamente, e a prisão de João Henrique também foi convertida em preventiva.