Em meio à alta do diesel causada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, os governos dos estados e do Distrito Federal decidem nesta sexta-feira (27) se atendem ao pedido do Ministério da Fazenda para reduzir o imposto estadual ICMS, e conter o preço do combustível. 

Nesta quinta-feira (26), o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, citou a expectativa pela decisão, depois que o governo federal zerou impostos federais sobre o diesel.
"Nós estamos protegendo agora os nossos os caminhoneiros, as nossas famílias, o consumidor brasileiro de uma guerra que não foi causada por nós. A gente já anunciou ajuda para quem tá produzindo e importando o diesel. Estamos conversando junto com o ministro Boulos para que os caminhoneiros sigam trabalhando, confiando no trabalho do governo federal, exigindo frete mínimo, fiscalizando os postos. Amanhã eu vou lá cobrar dos governadores uma resposta para que a gente aumente o apoio à importação de diesel e o abastecimento do país e mantenha o nosso país soberano em termos de abastecimento."
A declaração foi feita durante visita à unidade industrial da montadora de carros Caoa, em Anápolis, interior de Goiás. No local, foi reinaugurada a fábrica e lançada a linha de produção da montadora, em parceria com a estatal chinesa Changan.
O governo avalia que a chegada da fabricante da China "marca a ampliação da capacidade produtiva nacional, a modernização tecnológica e o estímulo ao desenvolvimento econômico regional”. O evento contou com a presença do presidente Lula, que voltou a mencionar as ações do governo, para evitar os impactos da guerra no bolso do brasileiro.
"Nós não vamos deixar a irresponsabilidade da guerra do Irã chegar no preço do alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro come. O Irã tá a 15 mil km de distância do Brasil, mas vai sobrar para nós, porque o Brasil importa 30% de óleo diesel. E aquilo que é importado é à dólar, é mais caro. E quando o cara paga mais caro, ele vai vender mais caro. A gente criou subsídio para que a gente não permita que o aumento chegue."
Lula também criticou o oportunismo de quem aumenta preços de combustíveis nos postos do país. E destacou ações de fiscalização contra essas medidas por parte da Polícia Federal e dos Procons estaduais.
Vale lembrar que depois que o governo zerou os impostos federais e assinou a medida provisória exigindo o pagamento do piso mínimo do valor do frete, os caminhoneiros descartaram a possibilidade de uma paralisação nacional.
