Governador interino do RJ tem até esta quarta (25) para convocar eleição indireta no estado

Governador interino do RJ tem até esta quarta (25) para convocar eleição indireta no estado

leandro santos
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O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, tem até esta quarta-feira (25) para convocar eleição indireta no estado. O cargo ficou vago com a renúncia de Cláudio Castro e a ausência de um vice-governador.

O presidente da Assembleia Legislativa do estado, nome seguinte da linha sucessória, também não pode assumir, por estar afastado do posto. Com isso, o Executivo fluminense está sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça.

Nesta terça-feira (24), o Tribunal Superior Eleitoral decidiu pela inelegibilidade de Castro por oito anos, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Cinco ministros votaram a favor da punição. As divergências foram dos ministros André Mendonça e Kassio Nunes Marques.

A decisão também atingiu o ex-vice-governador Thiago Pampolha e o presidente afastado da Assembleia, o deputado estadual Rodrigo Bacellar. O parlamentar teve ainda o mandato cassado pela Corte.

Os réus foram condenados por um esquema de contratação irregular de funcionários fantasmas na Ceperj, uma fundação estadual, e na Uerj, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Essas pessoas atuaram como cabos eleitorais. O Ministério Público Eleitoral contabilizou mais de 27,6 mil contratações nesse contexto, com gasto estimado em R$ 248 milhões.

O julgamento foi retomado após um pedido de vista do ministro Nunes Marques. O placar estava em dois a zero pela condenação dos réus. O ministro votou contra as condenações. Na sequência, o ministro Floriano de Azevedo Marques votou pela inelegibilidade e disse que, mesmo com a renúncia, feita na véspera do julgamento, Castro deve ficar inelegível.

Logo após, a ministra Estela Aranha acompanhou o voto de Floriano. Depois, o ministro André Mendonça abriu divergência parcial. Ele argumentou que Castro deveria ter o mandato cassado se ainda estivesse no cargo, mas não ficar inelegível.

O último voto foi da presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia. Ela disse ter convicção da participação de Castro nos abusos.

A Corte não entrou no mérito da convocação de novas eleições e considerou o assunto superado, já que Castro deixou a cadeira. Com isso, o Rio de Janeiro terá eleições indiretas para um mandato-tampão. Nesse formato, os 70 deputados estaduais é que vão decidir um novo nome para comandar a unidade da federação.

Os nomes que vão concorrer a esse processo, no entanto, ainda dependem de validação das regras pelo STF. Hoje, o que vale é uma liminar do ministro Luiz Fux que determina voto secreto. Ainda de acordo com a decisão, só pode concorrer quem estava fora de cargos do Executivo há pelo menos seis meses.

Após o julgamento, Cláudio Castro disse que sempre governou 'dentro da legalidade' e que vai recorrer. As defesas de Thiago Pampolha e Rodrigo Bacellar não se manifestaram.
Fonte CBN

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