Justiça mantém prisão de engenheiro autuado por morte de motociclista atropelado

Justiça mantém prisão de engenheiro autuado por morte de motociclista atropelado

leandro santos
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 Foto: Reprodução

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Após audiência de custódia, realizada na manhã desta segunda-feira (16), foi mantida a prisão do engenheiro Carlos Eduardo Marques, de 25 anos, que conduzia o carro que matou o mototaxista Edson Barbosa Dias, de 47 anos,  na manhã de ontem (15), na avenida Fre Serafim, no Centro de Teresina. 

A manutenção da prisão foi confirmada pelo advogado de defesa do engenheiro, Mateus Amorim, que informou ainda que irá se manifestar posteriormente.  

Ainda ontem, Carlos Eduardo foi autuado na Central de Flagrantes de Teresina por homicídio qualificado com dolo eventual. 


De acordo com um vídeo que registrou o acidente, a vítima estava parada no sinal, em uma motocicleta, quando foi violentamente atingida na traseira e arrastada pelo carro conduzido por Carlos Eduardo.

Segundo o delegado Odilo Sena, da Central de Flagrantes, dois policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRE), que estavam a caminho de José de Freitas, passavam pelo local no momento do acidente. Eles não chegaram a visualizar o momento exato da colisão, mas ouviram o barulho e viram a fumaça. Cerca de um minuto depois, foram acionados por populares e chegaram ao local.

Mesmo sem realizar o teste do bafômetro, a perícia clínica constatou que o condutor estava sob efeito de álcool, com indicativos de uso de drogas e em alta velocidade.

No interior do veículo, foram encontradas uma garrafa de bebida alcoólica parcialmente consumida, invólucro de maconha, triturador de ervas, “seda”, isqueiro, além de outros objetos.

“O impacto se deu sem percepção de frenagem eficaz, com danos de elevada magnitude, tendo a placa da motocicleta permanecido presa ao para-choque do veículo, indicativo material da extrema violência da colisão”, afirma o delegado no auto de prisão.

O enterro de Edson acontece nesta tarde. À TV Cidade Verde, a viúva contou que o marido havia ido deixa-la em uma seleção de emprego e retornava para casa, para ficar com a filha de 7 anos do casal. Eles também são pais de uma jovem de 23 anos. 

“Mataram meu esposo e destruíram minha família. Ele era o provedor da casa, quem trabalhava para sustentar a mim e às nossas duas filhas”, afirmou Genilda Alves.

O Edson trabalhava como motociclista por aplicativo e mototáxi e, de acordo com a esposa, era o único provedor da família.

“Ele levantava às seis da manhã para trabalhar, na chuva ou no sol, para garantir o sustento da casa. Agora estou desempregada e com duas filhas para cuidar. Eu peço justiça. Ele estava dirigindo embriagado e matou meu esposo no trânsito. Não foi acidente. Foi um assassinato”, disse.

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