O presidente Lula anunciou a criação e ampliação de unidades de conservação federais no Pantanal, em Mato Grosso, e no Cerrado, em Minas Gerais, que passam a proteger 150 mil hectares. As medidas fazem parte de decretos assinados neste domingo (22) em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, durante a cúpula de líderes da COP15, a Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres.

O evento antecede a COP15, que começa nesta segunda-feira (23) e vai até domingo (29) na capital sul-matogrossense. No discurso, Lula destacou uma mensagem simples, poderosa: migrar é natural.
“Ao cruzarem continentes, conectando ecossistemas distantes, essas espécies revelam que a natureza não conhece limite entre estados. Estas jornadas conectam ecossistemas, preservam ciclos naturais e garantem o equilíbrio que torna a vida possível”.
Lula também lembrou que a COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas e voltou a criticar o Conselho de Segurança da ONU.
“Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando regra. Mas o Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos. Um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima. A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de política de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”.
O presidente segue em Campo Grande, onde participa nesta segunda-feira da abertura da COP15. Lula destacou as prioridades da presidência brasileira da conferência, como agir com base nas convenções do clima, da desertificação e da biodiversidade, ampliar e mobilizar recursos financeiros e criar fundos e mecanismos multilaterais e inovadores e, por fim, defendeu que mais países se responsabilizem pela proteção das espécies e das rotas migratórias.
