Parceria permitirá produção de medicamento contra câncer no Brasil

Parceria permitirá produção de medicamento contra câncer no Brasil

leandro santos
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A doutora Luciana Souza compara duas radiografias de tórax diferentes de um paciente enquanto conversa com um colega de um hospital de campanha criado para tratar pacientes que sofrem da doença de coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo
© REUTERS / AMANDA PEROBELLI/PROIBIDA REPRODUÇÃO

Ministério da Saúde, a farmacêutica MSD e o Instituto Butantan assinaram um acordo para a produção no Brasil de um tratamento inovador contra o câncer. O objetivo é atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou, nesta quinta-feira (26), que a parceria traz mais desenvolvimento para o país:

“A saúde deixou de apenas ser uma política social e passou também a ser o eixo central de desenvolvimento econômico, inovação tecnológica, geração de empregos qualificados. Uma agenda que se traduz em ações concretas de fortalecimento da produção nacional, estímulo à inovação e transferências tecnológicas, formação de capacidades técnicas, integração entre política de saúde e política industrial e cooperação internacional. E o SUS ocupa um lugar central nessa estratégia de desenvolvimento. Ele acaba sendo o principal organizador da demanda. O SUS atende mais de 200 milhões de pessoas.”

Imunoterapia pembrolizumabe

O acordo prevê que, a cada ano, cerca de 13 mil pacientes sejam beneficiados com a imunoterapia pembrolizumabe, indicada para câncer de pulmão, mama triplo-negativo, colo do útero, esôfago e melanoma — tipos da doença com grande número de casos no país.

Diferente dos tratamentos tradicionais, a imunoterapia atua estimulando o próprio sistema imunológico do paciente a identificar e combater as células cancerígenas, oferecendo respostas mais eficazes e, geralmente, menos efeitos colaterais.

O pembrolizumabe é o imunoterápico oncológico mais utilizado em todo o mundo. No Brasil, desde o lançamento, em 2016, mais de 56 mil pacientes já foram tratados com esse medicamento. Com a chegada ao SUS, a expectativa é ampliar ainda mais esse alcance na rede pública.

produção do medicamento será realizada em São Paulo, no parque industrial do Instituto Butantan, por meio de um processo de transferência de tecnologia com a MSD, previsto para ser finalizado em até dez anos.

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