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O presidente do Sindipostos Piauí, Guilherme Parente, afirmou que as medidas anunciadas para reduzir o preço do diesel ainda não foram percebidas nas distribuidoras e, por consequência, não chegaram aos postos de combustíveis no estado. A avaliação foi feita durante entrevista em que analisou os efeitos das ações adotadas pelo governo federal.
Segundo ele, apesar das iniciativas voltadas à redução de custos, como a zeragem de tributos federais e incentivos ao combustível importado, o impacto esperado não se concretizou até o momento no mercado local.
“A gente não teve aquela redução que era projetada, principalmente no preço do diesel. A queda não chegou nas distribuidoras e, consequentemente, não chega aos postos. Existe uma preocupação do governo em conter esse aumento, porque o diesel impacta diretamente a inflação e o bolso do consumidor”, afirmou.
O presidente do Sindipostos destacou que medidas como a zeragem do PIS e Cofins e a concessão de subvenções foram adotadas, além de discussões envolvendo o ICMS. No entanto, ressaltou que essas ações ainda não produziram efeito prático nos preços ao consumidor.
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“Ele zerou o PIS e o Cofins, teve subvenção sobre o diesel importado e há discussões sobre o ICMS, mas até agora não avançaram de forma concreta. Também há um novo incentivo sendo discutido, mas, na prática, isso ainda não se reflete nos preços”, acrescentou.
Diante do cenário, Guilherme Parente defendeu maior fiscalização sobre as distribuidoras para garantir que eventuais reduções sejam repassadas ao consumidor final.
“Precisamos, de fato, fiscalizar as distribuidoras, porque não estamos percebendo essa redução chegar aos postos”, disse.
Reforma tributária
Guilherme Parente também avaliou o cenário de mudanças estruturais no sistema tributário e apontou que o setor ainda enfrenta incertezas quanto à implementação das novas regras.
“É um mercado ainda incerto, nós não sabemos de fato, porque a regra é cumulativa, vai ser implementada ao longo de alguns anos e a partir do próximo ano a IBS. Nós estamos em discussão com a OAB, com o CRC e com representantes do Estado e do município para orientar essa transição nas empresas”, afirmou.
Segundo ele, o setor acompanha as discussões com entidades técnicas e órgãos públicos para entender os impactos da reforma e adaptar as operações às novas diretrizes.