Presos por espancar capivara no Rio são multados em R$ 20 mil pelo Ibama

Presos por espancar capivara no Rio são multados em R$ 20 mil pelo Ibama

leandro santos
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 Foto: Reprodução/SBT

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Os oito homens que espancaram uma capivara no Rio de Janeiro foram multados em R$ 20 mil cada. A medida foi comunicada na terça-feira (24) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que autuou os infratores por maus-tratos a animal silvestre.

Segundo o órgão, os autores foram enquadrados no Decreto Cão Orelha, que elevou os valores das multas aplicáveis a infrações ambientais, incluindo as relacionadas a maus-tratos à fauna silvestre. A legislação foi nomeada em referência ao cachorro comunitário que morreu após agressões em Florianópolis (SC), em janeiro. Essa é a primeira vez que o Ibama aplica as novas regras.

“A prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres constitui infração administrativa e pode configurar crime ambiental, com valores atualizados pelo Decreto nº 12.877/2026. O Instituto reforça que a fauna silvestre é protegida por lei e que qualquer forma de violência contra esses animais é passível de sanção. A colaboração da sociedade é fundamental para a denúncia e o combate a esse tipo de prática”, disse o Ibama.

A agressão contra a capivara aconteceu na madrugada do último sábado (21), no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Câmeras de segurança registraram o momento em que oito jovens, sendo dois menores de idade, encurralaram a capivara no meio da rua e agrediram o animal com pedaços de madeira e metal. Após o ataque, o grupo fugiu e deixou os objetos utilizados no local.

Horas depois, a capivara foi localizada em um terreno baldio, onde permaneceu até a chegada do resgate. Gravemente ferido, o animal foi levado a um centro de resgate de animais silvestres no Rio de Janeiro, onde encontra-se em tratamento. Segundo o Ibama, a capivara vem apresentando evolução no quadro clínico e, após a recuperação, deverá ser devolvida ao seu local de origem.

Justiça mantém prisão de autores

Os autores foram identificados e levados à delegacia horas depois da agressão. Na segunda-feira (23), a Vara de Infância e da Juventude determinou a apreensão dos dois adolescentes, enquanto a Justiça converteu a prisão preventiva em prisão em flagrante para os seis agressores maiores de idade.

“A pluralidade de agentes, o envolvimento de adolescentes no crime, o potencial lesivo dos instrumentos usados no crime (pedaços de madeira, alguns deles contendo pregos) e a diversidade de golpes desferidos, capazes de causar intenso sofrimento físico ao indefeso animal, aumentam a reprovabilidade da conduta dos custodiados”, disse o juiz Rafael Rezende.

Durante a audiência de custódia, o magistrado negou os pedidos das defesas dos acusados de liberdade provisória, por terem residência fixa e serem réu primários. Segundo ele, as alegações não obstam a segregação cautelar, já que, “no que toca ao princípio da homogeneidade, a análise de questões acerca da possível fixação da pena em regime menos gravoso demanda dilação probatória”.

Segundo a Justiça, os seis homens devem responder por maus-tratos a animais, associação criminosa e corrupção de menores. Já os adolescentes serão responsabilizados por atos infracionais equivalentes.

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