Sete policiais militares foram presos na Operação Anomalia 3, deflagrada pela Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (11). A ação, que mira agentes suspeitos de envolvimento com milícias e facções criminosas, ocorreu em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar. 

É o terceiro dia seguido de desdobramentos da ação comandada pela PF.
Além das prisões, também foram expedidos sete mandados de busca e apreensão em diferentes bairros da cidade e nos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense.
Segundo as investigações, os alvos da operação facilitavam a logística do tráfico e das milícias, blindavam os criminosos, além de colaborar na ocultação do proveito econômico ilícito, que configura crime de lavagem de dinheiro.
Integrando a Força Tarefa Missão Redentor 2 - o esforço conjunto da PF e do Supremo Tribunal Federal de combate ao crime organizado - a Operação Anomalia esteve em campo na segunda e terça-feira, cumprindo mandados de prisão preventiva, inclusive para o delegado da própria PF, Fabrizio Romano, e do ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor, Alessandro Carracena.
Os alvos da nova fase da Operação Anomalia vão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais.
Em nota, a Secretaria da Polícia Militar afirmou que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou cometimento de crimes por seus integrantes. E informou que os acusados serão submetidos a processos administrativos disciplinares.
O STF determinou o imediato afastamento das funções públicas de todos os investigados.
*Sob supervisão de Vitória Elizabeth
