Segurança será reforçada na Delegacia Geral após estupro em sala sem câmeras

Segurança será reforçada na Delegacia Geral após estupro em sala sem câmeras

leandro santos
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Polícia Civil do Piauí informou que a sala onde uma servidora foi vítima de estupro, dentro da Delegacia Geral, em Teresina, não possuía câmeras de monitoramentoO crime ocorreu no dia 19 de março, em um setor administrativo do prédio.

A ausência de monitoramento interno nas salas já havia sido apontada pelo delegado-geral, Luccy Keiko, nos primeiros dias após o crime. À época, o delegado-geral afirmou que o sistema de câmeras se restringia às áreas comuns do prédio.

Após o episódio, a instituição iniciou a revisão dos protocolos de segurança e anunciou a adoção de novas medidas para reforçar a proteção dentro do prédio.

“Aqui mesmo estamos vendo mais medidas de segurança orgânica. Já estava em processo a instalação de câmeras, infelizmente no dia não tinha, mas já estão sendo colocadas. Estamos verificando também outras medidas, como portas com parte em vidro, que permitam visualizar o interior das salas”, afirmou o delegado em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (27).

Segundo ele, as mudanças seguem padrões já adotados em outros órgãos públicos e fazem parte de uma análise técnica sobre segurança no ambiente de trabalho.

Crime ocorreu dentro de sala administrativa

A vítima foi encontrada desacordada por outra servidora, que estranhou barulhos vindos da sala e, ao retornar, viu o suspeito pedindo ajuda. Inicialmente, ele alegou que a mulher havia passado mal, mas posteriormente mudou a versão e admitiu o ato, alegando consentimento, hipótese descartada pela investigação.


O homem, que era servidor terceirizado, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele foi indiciado pelos crimes de estupro qualificado e stalking.

Vítima segue sem condições de ser ouvida

Segundo o delegado-geral Luccy Keiko, a vítima saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue internada em um hospital particular da capital. Ele narra que a servidora possui hematomas no braço esquerdo com uma luxação no local. Por ainda não estar em condições, ela não foi ouvida, e o delegado destaca que esse trabalho será feito futuramente com acompanhamento profissional.

"Não foi ouvida não tem condições, eu já tive lá em duas oportunidades. Ela fala uma frase aí já fecha os olhos. Ela está em um momento que requer muito cuidado, muita cautela, inclusive quando for o momento certo, que a equipe médica liberar, essa abordagem tem que ser muito bem feita por um profissional qualificado para que a gente não venha vitimizá-la novamente e prejudicar a saúde dela", afirma o delegado.

 

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