Setut e consórcios apresentam propostas de reestruturação do transporte coletivo

Setut e consórcios apresentam propostas de reestruturação do transporte coletivo

leandro santos
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 Foto: Renato Andrade / Cidadeverde.com

Ônibus de Teresina na Av Frei Serafim

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) junto ao Consórcio Operacional SITT (União de todas as operadoras do sistema de Teresina) apresentou à Prefeitura de Teresina, propostas para reestruturação do transporte coletivo na capital.

De acordo com as entidades, as propostas tiveram como base modelos adotados em outras capitais do país. Dentre as alternativas, estão:

  • Aumento da frota com 300 ônibus em circulação;
  • Garantia do custeio do sistema pela prefeitura, com a necessidade de subsídio de cerca de R$ 11 milhões por mês do poder público municipal para manutenção, além de recursos para renovação;
  • Recuperação da estrutura viária municipal.

Outra sugestão apresentada é a utilização de valores passivos (cerca de R$ 300 milhões) para a renovação da frota a partir de aquisição de veículos novos e modernos.

“Esse documento que o SETUT, em conjunto com o SITT, apresenta à gestão municipal é fruto de um trabalho técnico, responsável e, sobretudo, comprometido com a melhoria do transporte coletivo da nossa cidade. Nosso objetivo é muito claro: reconstruir a qualidade do sistema de forma progressiva, garantindo mais ônibus em circulação, mais confiabilidade para o usuário e condições reais para novos investimentos. Hoje, o sistema enfrenta um desequilíbrio financeiro importante, causado principalmente pela redução da arrecadação via tarifa e pelo aumento contínuo dos custos operacionais. Por isso, estamos propondo uma reestruturação baseada em modelos que já funcionam em outras capitais brasileiras”, afirma Vinicius Rufino, coordenador técnico do SETUT.

Ainda segundo o SETUT, o subsídio atual, de R$ 6 milhões mensais, é abaixo da necessidade operacional que custa R$ 9 milhões ao mês. Além disso, o sistema enfrenta déficit na arrecadação via catraca, devido às gratuidades (que representam 24% do fluxo de passageiros), ao pagamento de um terço da tarifa pelos estudantes (parcela de 19% do total de passageiros), à gratuidade via integração (8% do fluxo diário) e ao congelamento da tarifa que vem desde o ano de 2019.

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informou que o documento foi recebido pelo órgão, e que será analisado pela Diretoria de Transportes nesta quinta-feira (26) para que haja um posicionamento oficial.

Nesta terça-feira (24), em entrevista, o prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil) afirmou que a capital não tem condições de dar solução ao sistema de transporte público somente com recursos próprios.

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