TSE volta a analisar hoje as regras para as eleições; confira o que está em jogo

TSE volta a analisar hoje as regras para as eleições; confira o que está em jogo

leandro santos
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma, nesta segunda-feira (2), o julgamento das propostas de regulamentação que serão aplicadas nas eleições deste ano. As medidas não alteram a legislação eleitoral, mas têm o objetivo de detalhar e regulamentar normas já previstas em lei, garantindo a organização do processo eleitoral.
MEDIDAS JÁ APROVADAS PELA CORTE ELEITORAL


Na última quinta-feira, o tribunal aprovou sete resoluções relacionadas a pontos centrais da eleição, incluindo:

arrecadação e gastos de campanha, além da prestação de contas de partidos e candidatos;

cronograma operacional do cadastro eleitoral;

transporte de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida;

gestão e distribuição do fundo eleitoral;

regras para pesquisas eleitorais;


atos gerais do processo eleitoral;


funcionamento dos sistemas eleitorais, totalização dos votos e proclamação dos resultados.
PROPAGANDA ELEITORAL E INTERNET AINDA SERÃO ANALISADAS

Outras sete propostas seguem pendentes de análise e tratam de temas como:

propaganda eleitoral, incluindo regras para a internet;

calendário eleitoral;

apurações de irregularidades;

escolha e registro de candidaturas.

O relator das propostas é o ministro Nunes Marques, que deverá presidir o TSE durante as eleições de outubro.
PRAZO LEGAL TERMINA EM 5 DE MARÇO

De acordo com a legislação eleitoral, todas as resoluções precisam estar aprovadas até o dia 5 de março, garantindo que partidos, candidatos e eleitores tenham segurança jurídica antes do início oficial do calendário eleitoral.

O QUE TSE JÁ APROVOU

O TSE já aprovou a resolução que trata dos atos de preparação da votação e das fases de apuração.

A norma prevê, entre outras providências:

a definição de que, para votar em qualquer turno, eleitores devem ter completado 16 anos até 4 de outubro, data do primeiro turno;
as movimentações de seções eleitorais em territórios indígenas e de quilombolas podem acontecer depois de consulta às comunidades envolvidas;
eleitores que têm medida protetiva em seu benefício (como as determinadas pela Lei Maria da Penha) podem ser dispensados da função de mesário;
comunidades indígenas e de quilombolas terão oferta de transporte independentemente dos limites do município;
medidas para garantir o transporte de eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida.

Além disso, a resolução prevê regras já aplicadas em pleitos anteriores:

detalhamento dos procedimentos para o voto em trânsito – usado pelo eleitor que não está no local onde vota no dia da eleição;
regras para o voto de brasileiros que moram no exterior;
proibição do transporte de armas e munições, em todo o território nacional, por parte de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) no dia das eleições, nas 24 horas que antes e depois do pleito e nas 24 horas;
proibição de que os eleitores portem celular, máquinas fotográficas, filmadoras, ou outro equipamento que comprometa o sigilo do voto, ainda que desligados.
Fonte Meio Norte

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