Base do governo prevê votação rápida, oposição critica novo empréstimo na Alepi

Base do governo prevê votação rápida, oposição critica novo empréstimo na Alepi

leandro santos
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 Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Ziza Carvalho

A chegada de novos pedidos de empréstimo do Governo do Estado à Assembleia Legislativa do Piauí gerou reações distintas entre parlamentares da base aliada e da oposição. Enquanto governistas sinalizam tramitação rápida, deputados oposicionistas demonstram preocupação com o aumento do endividamento estadual.

Os pedidos encaminhados pelo Governo do Estado somam R$ 175 milhões em operações de crédito junto à Caixa Econômica Federal, sendo R$ 120 milhões e R$ 55 milhões dentro do Programa Pró-Transporte.

Os recursos devem ser destinados a intervenções na mobilidade urbana de Teresina, com destaque para a requalificação do sistema metroviário e a realização de estudos de viabilidade para a integração com a cidade de Timon, no Maranhão, além de ações voltadas à melhoria da infraestrutura do transporte público.

O deputado Ziza Carvalho (MDB) afirmou que ainda vai analisar o conteúdo da proposta, mas indicou que a matéria pode avançar com celeridade nas comissões. 

Ao comentar o tema, o parlamentar destacou o rito legislativo e os prazos permitidos em ano eleitoral. “Nós vamos analisar agora nas comissões para ver se é aprovado o mais breve possível, de acordo com o entendimento aqui da casa. Eu acho que está dentro dos prazos legais ainda de aprovação, esse tipo de proposta, nós temos até o início de julho, três meses antes da eleição, para tramitar essas questões, inclusive orçamentárias”, afirmou.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Gustavo Neiva

Já na oposição, o deputado Gustavo Neiva (PP) disse que recebeu a proposta com preocupação e fez críticas à situação fiscal do Estado. Ele citou dados recentes apresentados pela equipe econômica e questionou a necessidade de novos financiamentos.

“O Estado já apresenta um cenário preocupante, com um déficit elevado e gastos significativos com juros de empréstimos anteriores. São mais dois empréstimos que chegam e o governo nem utilizou integralmente recursos já contratados. Poderia acomodar essas melhorias dentro do que já está disponível, sem ampliar o endividamento”, afirmou.

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