Combate a surto de chikungunya em reserva indígena do MS ganha reforço

Combate a surto de chikungunya em reserva indígena do MS ganha reforço

leandro santos
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Brasília (DF), 09/09/2025 -  Mosquitos aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia são soltos por agente da secretaria de Meio Ambiente do DF. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou a biofábrica de Wolbachia de Brasília, no Núcleo de Controle Químico e Biológico (NCQB). Os Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

A partir desta semana, o combate ao surto de chikungunya na Reserva Indígena de Dourados, em Mato Grosso do Sul, conta com o reforço de 50 agentes de saúde. A equipe se junta a 40 profissionais da Força Nacional do SUS que estão na região desde o dia 17 de março. São médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos que atuam tanto no território indígena quanto em áreas urbanas de Dourados, como a região do Itapoã. Já os 50 agentes trabalham exclusivamente na reserva indígena. Vinte deles estão em atividade desde a última sexta-feira (3), segundo o Ministério da Saúde.

As ações incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus que causa a chikungunya, e aplicação de inseticidas. Em uma dessas mobilizações, profissionais e voluntários recolheram quatro caminhões de materiais e visitaram cerca de 250 domicílios.

Alimentos e recursos

Outra iniciativa que ocorre nesta semana é a distribuição de duas mil cestas de alimentos do governo federal aos indígenas, com previsão de seis mil unidades até junho.

Além de novos profissionais e a entrega das cestas, o Ministério da Saúde liberou R$ 900 mil para vigilância, assistência e controle da chikungunya no município.

Atendimento

A Força Nacional do SUS já realizou mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Dados da vigilância epidemiológica apontam que Dourados registra 1.314 casos confirmados de chikungunya, sendo quase 70% deles nas aldeias indígenas. Os principais sintomas da doença são febre, dores musculares, dor de cabeça e dores intensas nas articulações.

Orientações

O Ministério da Saúde orienta reservar dez minutos por semana para eliminar possíveis criadouros do mosquito dentro de casa. É fundamental verificar locais como caixas d’água destampadas, pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas, ralos, lonas e recipientes que possam acumular água parada.

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