Galípolo diz que Lula orientou que o BC atuasse de forma técnica no caso do Banco Master

Galípolo diz que Lula orientou que o BC atuasse de forma técnica no caso do Banco Master

leandro santos
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, afirmou à CPI do Crime Organizado, no Senado, que recebeu do presidente Lula orientação para atuar de forma técnica no caso do Banco Master. Galípolo confirmou que estava no Palácio do Planalto com o presidente e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, em dezembro de 2024, um mês antes de assumir a presidência do BC.


No encontro, segundo Galípolo, Vorcaro apresentou ao presidente Lula a versão de que o Banco Master estava sendo perseguido pelo mercado, em função da atuação agressiva. Segundo Galípolo, Lula então indicou ao banqueiro quem seria o novo presidente do Banco Central e que ele procurasse Galípolo, que teria uma atuação técnica sobre o caso.

Para mim foi muito análogo a algo que acontece muitas vezes de maneira até dentro do Banco Central. É comum quando tem um processo dentro de uma diretoria que alguém que é parte do processo procure a presidência para falar, olha, eu estou com esse processo e querer dar uma explicação. Ato contínuo, o que eu faço? Eu chamo o diretor da área, que é o responsável e digo, olha, quem cuida disso é esse diretor, esse é o responsável.





Foi exatamente a resposta que o presidente Lula deu no momento. O Galípolo vai assumir, daqui a um mês, o Banco Central, esse é um tema que não cabe à Presidência da República, cabe ao Banco Central e lá dentro do Banco Central eu tenho certeza que você vai ser tratado de uma maneira técnica e a análise vai ser técnica".




Segundo Galípolo, além do presidente Lula, estiveram na reunião o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Nas mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, o ex- banqueiro disse à namorada que o encontro com Lula no Planalto tinha sido “ótimo”. Galípolo foi questionado sobre a avaliação de Vorcaro, mas disse que era uma fala pessoal do banqueiro. Ele reforçou que foi orientado a atuar no caso sem pirotecnia, sem proteger ninguém, mas também sem perseguir qualquer pessoa. Ainda na reunião com os senadores, Galípolo explicou detalhes técnicos da atuação do Banco Central na regulação do mercado e fez um apelo para que os parlamentares aprovem um projeto de autonomia do Banco Central.


Galipolo afirmou ainda que não há nenhum procedimento aberto no BC que aponte para culpa de Campos Neto no tratamento do caso do Banco Master.
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