Lula afirma que extremismo foi derrotado no Brasil, mas que vai disputar novamente eleições: 'não acabou'

Lula afirma que extremismo foi derrotado no Brasil, mas que vai disputar novamente eleições: 'não acabou'

leandro santos
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O presidente Lula discursou durante o 4º Fórum em Defesa da Democracia, que está acontecendo em Barcelona, na Espanha. Durante a fala ele fez duras críticas ao funcionamento da ONU e disse que os cinco membros do Conselho de Segurança viraram senhores da guerra.

Sem citar diretamente o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula criticou a falta de ação do organismo internacional para impedir os conflitos.

'Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nenhum. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar o seu comportamento. Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com o tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra'.

Lula citou diretamente preocupação com as ameaças que têm sido feitas em relação a Cuba e as postagens do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que pode fazer algum tipo de ação em Cuba. Segundo Lula, Cuba tem problemas, mas que são problemas que devem ser resolvidos pelo povo cubano. Ele também, mais uma vez, aproveitou para pedir o fim do bloqueio comercial a Cuba.

Disse que não é possível que todos os países vejam a situação e fiquem quietos. O presidente Lula disse também que um presidente de outro país não pode interferir nas eleições de outra nação, pedir voto em relação a candidatos. Disse que aqui no Brasil o extremismo foi derrotado, mas que ele vai disputar novamente as eleições.

'No meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez. Mas ele tem um problema nosso. Ele tem um problema do povo brasileiro. Esse a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro'.
O presidente Lula também defendeu o controle em relação às plataformas digitais que precisam seguir regras democráticas. Segundo ele, no momento a mentira ganhou da verdade. O presidente Lula também criticou a ação de Israel no Líbano.

Ainda disse que o Líbano não pode ser vítima de cada guerra de Israel. E citou alguns assuntos internos, como, por exemplo, os esforços que o governo tem feito no combate à violência doméstica, especificamente ao feminicídio, e disse que a questão da discussão do fim da Jornada 6x1 também é uma questão de discussão de democracia.
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