O empresário Marcelo Conde, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, é procurado pela Polícia Federal, em nova fase da Operação Exfil, que investiga a venda de informações financeiras de ministros do Supremo Tribunal Federal, parentes deles e de outras autoridades. 

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a expedição dos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o empresário, acusado de financiar um esquema ilegal de obtenção dessas informações fiscais, que são protegidas por lei, logo, são sigilosas.
A investigação da PF aponta que Marcelo Conde teria fornecido listas de CPFs e realizado pagamento em espécie de R$ 4.500 para receber os dados, que eram acessados de forma ilícita por servidores da Receita, funcionários terceirizados, despachantes e intermediários nos sistemas do Fisco e do Coaf, Conselho de Controle de Atividades Financeiras.
No total, o esquema teria acessado os dados de 1.819 pessoas.
A partir do material apurado pela polícia, o ministro Alexandre de Moraes também determinou a quebra dos sigilos telemáticos de celulares e dados telemáticos em nuvem que pertencem ao acusado.
Todas as medidas contaram com aval da Procuradoria-Geral da República.
Em nota, o advogado Nélio Machado informou que a defesa do empresário Marcelo Conde ainda não teve acesso à decisão do ministro que determinou as medidas.
A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano e teve como alvo funcionários públicos lotados na Receita e auditores do órgão.
Por determinação de Moraes, os servidores investigados cumprem diversas medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, afastamento do exercício de função pública, cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.
