Semana Santa em Belém: açaí e peixe ficam mais caros

Semana Santa em Belém: açaí e peixe ficam mais caros

leandro santos
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Belém
Belém (PA), 13/10/2025 - Movimentação durante a madrugada no mercado de açaí e peixes do Ver-o-Peso, considerada a maior feira livre da América Latina. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

O paraense que se prepara para as celebrações da Semana Santa encontrou uma surpresa desagradável nos mercados e feiras de Belém. De acordo com levantamento recente do DIEESE-PA, tanto o açaí quanto o pescado registraram reajustes, muitos deles superando com folga a inflação oficial de 3,81%. O litro do açaí, por exemplo, subiu mais de 15% apenas em fevereiro, com preços que podem ultrapassar os R$ 33,00. Everson Costa, supervisor técnico do DIEESE-PA, explica os motivos técnicos da alta e a pressão no custo de vida:

"De acordo com as pesquisas realizadas pelo DIEESE em parceria com a Prefeitura de Belém, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a grande maioria das espécies comercializadas nos principais mercados municipais ficaram mais caras não só no mês passado, fevereiro, em relação a janeiro, mantendo aí fortes aumentos nesta primeira quinzena de março; mas em relação aos últimos doze meses, os aumentos chegam a ultrapassar a casa de 30%. Os reflexos dos aumentos chegam não só nas chamadas espécies mais nobres — filhote, pescada amarela —, mas também alcançam pescados chamados populares, como a pescada gó, a pescada branca, refletindo aí uma alta praticamente generalizada. Temos alguns elementos que contribuem para isso, o paraense já conhece, é comum da nossa região, como a mudança no perfil dos rios, o inverno amazônico, o período de defeso de várias espécies; tudo isso diminui a oferta. Mas a gente concorre também com a demanda de exportação, da qual o estado tem uma participação significativa não só na produção nacional, mas no envio disso para outros estados e até para fora do Brasil".

20 dos 23 tipos de peixes monitorados tiveram aumento. Para tentar frear essa escalada e garantir o abastecimento interno, decretos municipais e estadual já restringem a saída do produto para outras localidades. Além da alta demanda sazonal, o reajuste nos combustíveis também encareceu o transporte desses itens essenciais na mesa da população.

 

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