Teresina: lei impede corte imediato de água e garante pagamento na hora; entenda

Teresina: lei impede corte imediato de água e garante pagamento na hora; entenda

leandro santos
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 conta de água

Os consumidores de água e emTeresina passarão a ter o direito de quitar débitos no momento da cobrança e evitar a suspensão do serviço. A medida está prevista na Lei nº 6.341, sancionada pelo prefeito Sílvio Mendes e publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (15).

A nova regra obriga empresas concessionárias, permissionárias ou terceirizadas de serviços de água e esgoto a oferecerem formas de pagamento no ato do corte, antes que o fornecimento seja interrompido.

Na prática, isso significa que o consumidor não poderá mais ter o serviço suspenso sem antes receber a oportunidade de quitar a dívida na hora.

De acordo com a lei, as empresas deverão disponibilizar, no momento da cobrança, opções como:

  • Cartão de crédito e débito
  • Pix, inclusive via QR Code
  • Transferência bancária
  • Outros meios oficiais disponíveis

Se o pagamento for realizado imediatamente, o corte não poderá ser efetuado.

O texto também determina que essa oferta deve acontecer no mesmo dia e antes da suspensão, garantindo ao consumidor a chance real de manter o serviço ativo.

Denúncia e punições

A legislação prevê que qualquer pessoa poderá denunciar o descumprimento aos órgãos competentes.

As empresas que não seguirem a norma estarão sujeitas a penalidades, como advertência e multa. Os valores e critérios ainda serão regulamentados pelo Poder Executivo municipal.

A lei passa a valer em até 60 dias após a publicação, prazo para que as empresas se adequem às novas exigências.

A sanção da lei consolida uma proposta já aprovada pela Câmara Municipal em 2025, de autoria dos vereadores Leônidas Júnior, Enzo Samuel, Deolindo Moura e Fernando Lima.

Na época, o projeto previa impedir o corte imediato de serviços essenciais sem a oferta de pagamento no local, incluindo também energia elétrica.

A iniciativa foi defendida como uma forma de proteger o consumidor e evitar que famílias fiquem sem acesso a serviços básicos por falta de oportunidade de regularizar a situação no momento da cobrança.

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