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A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) descartou que o caso de intoxicação de 14 alunos, nos Centro de Ensino de Tempo Integral (CETI) Miguel Lidiano e Mario Martins, no bairro Junco, em Picos, tenha ocorrido dentro das escolas.
Segundo a Seduc, um laudo emitido pela Vigilância Sanitária de Picos a ocorrência foi causada por agente externo, possivelmente oriundos de um ferro-velho ou da rodovia localizados nas imediações.
Ao Cidadeverde.com a coordenadora municipal de Vigilância Sanitária de Picos, Dra. Lucia Neiva, afirmou ainda que também foi descartado a intoxicação por carro fumacê e que outros laudos ainda são aguardados.
“Não foi detectado nada na escola. Saiu a história do carro fumacê que foi descartado. O que nos informaram foi um carro que passou com uma mistura de óleo de piche, veneno e fossa, mas que ainda está sendo investigado. Foi feito exame de sangue dos adolescentes. Como não se sabe ainda o tipo de gás que eles foram expostos realizamos o procedimento padrão, as crianças foram hidratadas, medicadas e ficaram em observação para ver se não tinha nenhuma alteração. Graças a Deus nenhum apresentou caso mais grave”, relata a coordenadora.
Ainda de acordo com a Seduc, o laudo do Corpo de Bombeiros descartou o risco à integridade física dos ocupantes do ambiente escolar. Não foram identificados sinais de vazamento de gás ou qualquer outro agente químico.
Os estudantes, com idades entre 15 e 17 anos, passaram mal na tarde de quarta-feira (15), apresentando sintomas como tontura, vômito, desmaio e dor de cabeça.
Uma investigação foi aberta pela Delegacia de Picos e segundo o delegado Rodrigo Moraes, a polícia segue realizando diligências e ainda aguarda os laudos periciais.
Entenda o caso
De acordo com a direção da UPA de Picos, os estudantes deram entrada por volta das 14h30 com suspeita de intoxicação. Todos foram atendidos conforme os protocolos médicos e apresentaram quadro de saúde estável.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que o odor não teve origem dentro da unidade escolar.
Os alunos relataram ter sentido um cheiro forte momentos antes de passarem mal, descrito como semelhante a uma mistura de óleo, inseticida, asfalto e até fossa.
Eles passaram por exames clínicos, como eletrocardiograma e exames de sangue, mas não realizaram exame toxicológico, já que o procedimento não estava disponível na unidade. Durante o atendimento, alguns apresentaram febre, permanecendo sob acompanhamento médico.
A Vigilância Sanitária de Picos informou que também investiga o caso e descartou, inicialmente, a atuação do “fumacê”, já que o veículo não estava no município e opera em horários específicos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para verificar um possível vazamento de gás, mas não constatou nenhuma irregularidade no local.
As causas do episódio seguem desconhecidas e continuam sob investigação das autoridades. O estado de saúde atualizado dos estudantes não foi divulgado.
Nota completa da Seduc
A Secretaria de Estado da Educação informa que, de acordo com o relatório de inspeção sanitária emitido pela Vigilância Sanitária do município de Picos, a ocorrência foi causada por agente externo, possivelmente oriundos de um ferro-velho ou da rodovia localizados nas imediações do Ceti Miguel Lidiano.
A Secretaria destaca ainda que teve acesso ao laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros, que descartou o risco à integridade física dos ocupantes do ambiente escolar, não tendo sido identificados sinais de vazamento de gás ou qualquer outro agente químico. De todo modo, a higienização dos espaços da escola foi realizada, incluindo a limpeza das centrais de ar, para garantir a segurança sanitária.
Por fim, a Seduc reforça que segue prestando todo o apoio necessário aos estudantes que apresentaram os sintomas e que, diante da ausência de irregularidades na escola, as aulas serão retomadas na próxima segunda-feira (20/04).