Um bilhão de reais em investimentos. Esse é o valor que vai reforçar o capital de giro das companhias aéreas, diante da alta recente de custos do setor, como a escalada dos preços do querosene de aviação. 

A nova linha emergencial de crédito é uma das principais medidas de socorro ao setor aéreo e as regras para funcionamento foram definidas nesta quarta-feira (20), pelo Conselho Monetário Nacional. A resolução aprovada vale para as empresas que operam em voos domésticos regulares no Brasil, habilitadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
Segundo o governo, o objetivo é garantir liquidez imediata às companhias e evitar impactos sobre a continuidade do transporte aéreo doméstico.
Os recursos deverão ser usados exclusivamente para capital de giro, ou seja, para despesas operacionais do dia a dia, como pagamento de fornecedores, combustível, manutenção e folha salarial.
Cada empresa poderá contratar um valor equivalente a até 1,6% do faturamento bruto anual registrado em 2025, limitado ao teto máximo de R$ 330 milhões.
Para contratar o financiamento, as companhias precisarão apresentar declarações formais sobre a situação financeira e operacional. Entre as exigências estão: comprovação dos impactos da alta do combustível; demonstração de necessidade da linha emergencial; declaração de inexistência de impedimentos judiciais ou extrajudiciais; e compatibilidade entre previsão de receitas e capacidade de pagamento.
Os financiamentos terão prazo de até seis meses para pagamento e a liberação dos recursos deverá ocorrer até 28 de junho.
