O Corinthians foi vazado após três jogos, mas evitou a derrota no fim pela Libertadores. O time empatou por 1 a 1 com o Santa Fe na noite desta quarta-feira, no El Campín, em Bogotá, na Colômbia.
Os 2.640 metros de altitude contribuíram para o jogo lento e abaixo da média do time de Fernando Diniz. Hugo Rodallega fez o gol dos colombianos. Gustavo Henrique salvou, aos 47 minutos do segundo tempo.
A equipe corintiana foi superior ao adversário apenas por um breve momento do primeiro tempo.
O Santa Fe assumiu o protagonismo ainda no fim da primeira etapa e dominou quase todo o segundo tempo, quando abriu o placar após bonito passe de Jáder Obrian.
A reação do Corinthians tardou, com substituições que demoraram, falta de criatividade e lentidão diante do ar rarefeito. A pressão final salvou a equipe.
O time brasileiro se mantém na liderança do Grupo E, com 10 pontos. Se o Peñarol não vencer o Platense nesta quinta-feira, a classificação corintiana está garantida.
O Corinthians até iniciou com superioridade sobre o Santa Fe. A equipe ocupava o campo de ataque e não era ameaçada pelos colombianos.
Os donos da casa, porém, conseguiam se postar bem defensivamente e impedir as conclusões corintianas.
O time paulista também se atrapalhou, com erros de passes. Os vacilos davam oportunidade de o Santa Fe subir ao ataque.
A equipe colombiana se limitou a chutes de longa distância, apostando que a altitude pudesse comprometer Hugo Souza.
A ida para o vestiário com o placar zerado foi justa diante dos erros dos dois lados.
Ainda assim, foi o Corinthians que teve mais volume e presença ofensiva para abrir o placar. André desperdiçou a melhor chance, furando dentro da área, aos 32 minutos.
O Santa Fe apostou no prejuízo da altitude ao Corinthians na segunda etapa.
Os mandantes voltaram com mais posse de bola no campo ofensivo, mas ainda careciam de repertório. A equipe se limitou a bolas aéreas e chutes de longe.
Quando o Corinthians conseguiu colocar a bola no chão, o time teve qualidade para construir desde a defesa.
Aos seis minutos, a equipe avançou pelo lado esquerdo, Yuri Alberto cruzou rasteiro, e Matheuzinho chegava sozinho, mas o lateral não alcançou para finalizar. O problema foi que não houve nova chance igual.
A sequência foi de sustos. Aos sete, Rodallega insistiu no chute de longe e obrigou Hugo Souza a fazer grande defesa, mandando para escanteio.
Na bola parada, o goleiro precisou fazer milagre em dois tempos em cabeceio de Toscano. Em nova saída do canto, a bola raspou a trave, com Hugo tirando, com os olhos, a finalização de Emmanuel Oliveira.
O relativo controle que o Corinthians teve no primeiro tempo não se via na segunda etapa.
O time ficou limitado a contra-ataques, que nem sempre tinham tantas opções de passe, com atletas alvinegros já desgastados.
Melhores na partida, os colombianos abriram o placar aos 14 minutos. Rodallega recebeu bola enfiada entre os zagueiros corintianos, ficou cara a cara com Hugo e apenas tirou do goleiro para que o Santa Fe saísse na frente.
O auxiliar chegou a assinalar impedimento, mas o VAR mostrou que o calcanhar de Matheus Bidu dava condições ao atacante.
O lance destoou do que o Santa Fe fazia até então, coroando a boa visão de Jáder Obrian, que havia entrado já no segundo tempo.
O Santa Fe continuou em cima. O Corinthians, abalado, tinha seus meias distantes uns dos outros e dificuldade em reagir.
Fernando Diniz tentou mudar o jogo apenas com orientações na pausa para reidratação, mas não promoveu substituições, já com 25 minutos da etapa complementar.
Apenas aos 30, o técnico buscou mais ofensividade, com Dieguinho no lugar de André.
O garoto foi quem mais tentou buscar jogo, mas ainda não era suficiente. A pressão final, no abafa, foi o que salvou. Matheuzinho cruzou, e Gustavo Henrique, como centroavante, subiu mais que todo mundo e mandou para as redes.
O Corinthians tem pela frente o clássico com o São Paulo pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Majestoso será na Neo Química Arena, no domingo, às 18h30 (de Brasília).