Irã avalia enriquecimento de urânio em 90% em caso de novo ataque dos EUA e de Israel, afirma porta-voz

Irã avalia enriquecimento de urânio em 90% em caso de novo ataque dos EUA e de Israel, afirma porta-voz

leandro santos
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Um político iraniano afirmou nesta terça-feira (12) que o parlamento irá considerar o enriquecimento de urânio ao nível necessário para armas nucleares caso os Estados Unidos e Israel ataquem novamente. A afirmação foi feita em publicação nas redes sociais.

Ebrahim Rezaei, porta-voz do Bloco de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, escreveu:

'Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Analisaremos isso no parlamento'.

Enquanto as usinas nucleares utilizam urânio enriquecido a 3-5%, as armas nucleares normalmente requerem um enriquecimento de 90%.

Existem dois tipos de átomos de urânio no urânio natural, dos quais apenas um, denominado U-235, é capaz de sustentar uma reação nuclear em cadeia. O enriquecimento se refere a um processo complexo que aumenta a concentração de U-235, medida em porcentagem, através da sua separação dos demais átomos de urânio.

Donald Trump tentou repetidamente justificar o início da guerra com o argumento de que o Irã não deveria ter permissão para possuir armas nucleares.

A mídia americana noticiou que o presidente está considerando novos ataques ao Irã para enfraquecer sua posição de negociação, embora Trump já tenha feito ameaças semelhantes há algum tempo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve uma reunião sobre o Irã nas últimas horas com sua equipe de segurança nacional e altos oficiais militares americanos, afirma a rede de TV CNN. De acordo com a reportagem, foram discutidas estratégias para o conflito.

Entre as pautas na mesa, uma das mais acordadas foi a possibilidade de retomar a ação militar contra os iranianos, uma das soluções consideradas por Trump.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à proposta enviada pelo Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio. Em declaração no Salão Oval da Casa Branca, nesta segunda-feira (11), o republicano criticou a contraproposta enviada pelo governo iraniano e disse que o cessar-fogo está 'na UTI'.

A proposta do Irã exigia a compensação pelos danos de guerra, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos, garantia de que não haverá novos ataques e a retomada das vendas de petróleo iraniano.

Diante do impasse, Trump prometeu nova escalada da violência e convocou a cúpula do governo para uma reunião de emergência para discutir os próximos passos na guerra contra o Irã.

Por outro lado, o presidente do parlamento iraniano afirmou que as forças do país estão prontas para responder a "qualquer agressão" e que os Estados Unidos ficarão "surpreendidos". Pelas redes sociais, o regime dos aiatolás afirmou que, se sofrer novos ataques, pretende enriquecer urânio a 90%.

O impasse pelo fim da guerra ocorre em meio a queda de popularidade do republicano.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira mostrou que dois em cada três norte-americanos avaliam que o presidente Donald Trump não explicou de forma clara por que o país entrou em guerra contra o Irã.

Essa percepção negativa inclui um em cada três republicanos — que tendem a apoiar o presidente — e quase todos os democratas.
Fonte CBN

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