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O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ/PI) adotou uma série de medidas contra criminosos que estão usando o nome da instituição para aplicarem golpes em vários municípios piauienses. O TJ já classificou os crimes como “risco institucional revelante”, devido a ousadia dos criminosos de usarem nomes dos juízes e brasões institucionais. Em algumas tentativas de extorsões, eles fingem ser promotores e oficiais de justiça.
O coordenador do Conselho Permanente de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça do Piauí, desembargador João Gabriel Baptista, afirmou que o Tribunal de Justiça vem acompanhando com “bastante atenção” o aumento de tentativas de golpes e fraudes usando de forma indevida o nome do Poder Judiciário, de magistrados, servidores e até mesmo de unidades judiciais.
“Esses golpes têm ocorrido principalmente por aplicativos de mensagens e redes sociais, onde criminosos simulam comunicações oficiais do Tribunal, informando falsas decisões judiciais, liberações de valores, intimações ou pedidos financeiros”, disse o desembargador.
Em alguns casos, de acordo com o desembargador João Gabriel, os golpistas chegam a utilizar nomes de juízes, brasões institucionais, fotos e linguagem semelhante à utilizada pelo Judiciário, justamente para induzir as vítimas em erro e dar aparência de legitimidade à fraude.
“O Conselho de Segurança Institucional do Tribunal identificou que não se trata de fatos isolados. Existem registros semelhantes em diversas comarcas do Estado, demonstrando um padrão criminoso reiterado e organizado”, disse o desembargador.
Diante da gravidade, o Tribunal passou a tratar a situação como um “risco institucional relevante”, adotando medidas integradas de prevenção, monitoramento e fortalecimento da segurança da informação.