Foto: Ascom SSP-PI

Uma operação da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) cumpriu 68 mandados judiciais nos estados do Piauí, Ceará e Rio de Janeiro contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro nesta terça-feira (30). A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 50 milhões em bens e valores dos investigados.
As investigações tiveram início em 2024, em Pedro II, Norte do Piauí, e apontaram a atuação de um grupo criminoso com base na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, além de ramificações no Ceará.
Nesta fase da operação, o alvo foi o núcleo financeiro da organização, responsável por movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades criminosas, principalmente o tráfico de drogas e as extorsões.
Segundo a SSP, o bloqueio patrimonial superior a R$ 50 milhões foi determinado pela Justiça após a coleta de provas que apontam a participação dos investigados no esquema de lavagem de dinheiro.
Entre os presos está um homem apontado pela polícia como um dos responsáveis por prestar apoio logístico à fuga dos dois detentos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN), em fevereiro de 2024.
Hierarquia da organização
De acordo com a investigação, o comando da organização era exercido por J.R.S.R., conhecido pelos apelidos "Carioca" e "Canindé", que coordenava as ações criminosas a partir da Rocinha, no Rio de Janeiro.
Em Pedro II, a liderança local seria de A.I.N.S., apontado como responsável pelo tráfico de drogas no município. Já D.U.N., conhecido como "Tapioca", integrava o grupo como uma das principais lideranças, enquanto A.G.G.S., o "Negão", natural do Ceará, atuava como executor da organização.
Os três já foram presos e permanecem no sistema penitenciário piauiense.
Crimes investigados
Nas fases anteriores da operação, a SSP afirma ter esclarecido 13 homicídios atribuídos ao grupo criminoso e cumprido mais de 42 mandados de prisão.
Entre os casos investigados estão dois chamados "tribunais do crime", o assassinato da adolescente Giovanna Maria de Oliveira, de 14 anos, e a morte de Danilo Soares, encontrado enterrado em uma cova rasa na zona rural de Pedro II.
Ainda conforme a investigação, um dos integrantes da organização confessou a autoria de seis homicídios qualificados e de uma tentativa de homicídio. Segundo a polícia, ele recebia como pagamento drogas, aluguéis e mantimentos.