As forças armadas do Irã lançaram nesta quarta-feira (10) ataques aéreos contra bases militares dos Estados Unidos na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. A ofensiva foi uma resposta aos bombardeios americanos contra alvos militares no sul do país persa.
A mídia estatal iraniana divulgou imagens que, segundo ela, mostram os ataques a bases americanas na região durante a noite. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado bases americanas na Jordânia, Kuwait e Bahrein.
No entanto, um funcionário americano disse à agência de notícias Reuters que as avaliações iniciais mostraram que quase todos os mísseis e drones iranianos foram interceptados.
Do outro lado, o Irã afirma, segundo a agência estatal Fars, que 70% dos alvos foram atingidos. A fonte do veículo afirmou que a avaliação foi baseada em 'imagens de satélite e informações enviadas por fontes em campo ao serviço de inteligência estrangeira do Irã'.
Segundo o relatório, mísseis balísticos de longo alcance e drones ultrapassaram os sistemas de defesa aérea de bases americanas e atingiram alvos pré-selecionados em Azraq, na Jordânia, Ali Al Salem, no Kuwait, e na base da Quinta Frota da Marinha dos EUA, no Bahrein.
A operação dos Estados Unidos foi realizada em retaliação à derrubada de um helicóptero militar americano que patrulhava o Estreito de Ormuz.
O presidente Donald Trump declarou que a reação militar foi necessária e que os alvos atingidos incluíram sistemas de defesa aérea, centrais de comando e bases de radares no Golfo Pérsico.
O incidente que motivou a retaliação ocorreu na segunda-feira à noite, quando dois tripulantes americanos precisaram ser resgatados no mar por um barco-drone não tripulado.
A Guarda Revolucionária iraniana prometeu uma retaliação mais severa, caso a agressão americana continue. A estabilidade regional também enfrenta desgaste devido a recentes trocas de disparos de mísseis ocorridas entre os governos de Israel e de Teerã.
A mídia iraniana afirmou que Teerã não estava por trás da queda do helicóptero Apache e chamou os EUA de 'belicistas'.
Nessa terça (9), pelo menos 8 pessoas morreram em mais um ataque israelense contra o Líbano.
O regime iraniano avisou que não haverá acordo com os Estados Unidos enquanto Netanyahu continuar atacando o território libanês.