Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 589

Número de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 589

leandro santos
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 Foto: Reprodução/Redes sociais

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O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 589, segundo novo balanço divulgado nesta sexta-feira (26) pela presidente interina, Delcy Rodríguez. As equipes de resgate continuam trabalhando para localizar sobreviventes e desaparecidos nas áreas mais afetadas.

Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país na quarta-feira (25), com menos de um minuto de diferença. Os tremores, que tiveram epicentro próximo à cidade de Morón, a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas, foram seguidos por 138 réplicas e provocaram destruição na capital e em outras cidades.

Enquanto as buscas continuam, a dimensão da tragédia ainda é incerta. Um site criado por líderes da oposição para reunir informações sobre desaparecidos já contabilizava mais de 49,6 mil pessoas sem contato. Já o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número final de mortos possa ultrapassar 10 mil.

As operações de resgate mobilizam bombeiros, militares, voluntários e equipes internacionais, que passaram a madrugada vasculhando prédios destruídos em Caracas e cidades vizinhas. Em muitos locais, onde ainda falta energia elétrica, as buscas são feitas com lanternas e até com as próprias mãos.

A destruição também começa a ganhar dimensão com as contagens de 250 edifícios que foram destruídos ou sofreram danos. Os maiores estragos foram registrados em La Guaira, onde foi declarado, nesta sexta, estado de calamidade pública devido à magnitude do impacto, que devastou áreas inteiras e exige planos de resposta especiais.

Também há imóveis comprometidos em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, Carabobo e Falcón. Hospitais, redes de energia, sistemas de comunicação, o aeroporto internacional e o metrô da capital também foram afetados.

Nas cidades mais atingidas, moradores tentam recuperar o que restou das casas enquanto enfrentam a falta de água e energia elétrica. Em Morón, próxima ao epicentro, famílias retiram móveis e eletrodomésticos dos imóveis danificados. Já em La Guaira, onde fica o principal aeroporto do país, voluntários continuam chegando com água, alimentos e medicamentos para atender as famílias atingidas.

O país que já enfrentava uma longa crise econômica e social, antes mesmo dos terremotos. Agora, milhares de pessoas ficaram desabrigadas e perderam casas e meios de sustento.

Brasil envia missão de resgate

Com as operações de resgate ainda em andamento, diversos países anunciaram apoio à Venezuela.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de uma missão humanitária brasileira para reforçar os trabalhos de busca e salvamento.

A equipe será formada por 44 profissionais, entre integrantes da Defesa Civil, bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná e especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Médicos, cães farejadores e equipamentos especializados também integram a missão.

Os técnicos da Anatel utilizarão equipamentos capazes de localizar sinais de telefones celulares sob os escombros para auxiliar as equipes de resgate na busca por sobreviventes.

Segundo o governo federal, um hospital de campanha, medicamentos, insumos para a saúde e 100 purificadores de água movidos a energia solar também serão enviados à Venezuela.

Os tremores de terra, por sinal, foram sentidos por moradores em Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP).

O envio da equipe faz parte da mobilização internacional de ajuda ao país. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio recebido de diversos países e afirmou que os terremotos representam o pior desastre natural enfrentado pela Venezuela nas últimas três décadas.

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